quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Uma Breve Historia das sociedades Alternativas


Uma Breve História das Sociedades Alternativas

Apresentação

Tomei a iniciativa de organizar esse importante material sobre o tema sociedade alternativa, como forma de ajudar a ampliar e aprofundar o conhecimento de todos aqueles que se perguntam e procuram um novo caminho de sociedade.
Parte dos textos neste trabalho, foram copilados de diversas fontes da internet e artigos e publicações.
As origens das fontes estão citadas sempre no final de cada texto.

Desejo a todos vocês uma boa leitura!

Jayme Fucs Bar – 14 de junho 2008

Introdução:A Proposta de uma sociedade alternativa sempre esteve implicada em criar uma nova perspectiva de sociedade liberta; livre e autônoma do sistema vigente. Geralmente essas sociedades têm como característica uma forte consciência crítica ao modelo das estruturas do sistema capitalista, ou de qualquer tipo de sociedades opressoras. Os Grupos que se definem como " Sociedade alternativa" se encontram num processo constante de procura de soluções prática para a humanização da sociedade, muitos desses grupos atuam dentro da própia sociedade com objetivo de transformá-la, outros grupos tende a procurar a criar sociedades paralelas com estilo de vida própia ao sistema vigente.
Atualmente com o processo da desumanização e caos ecológico gerado pelo sistema do capitalismo globalizado, e em conseqüência o crescimento mundial dos adeptos do fundamentalismo religioso apocalíptico, os grupos e organizações vinculado a sociedade alternativa se vê como uma nova e possível força de expressão social - ecológica, no planeta, uma necessidade vital de militância e alternativa para ser criado uma terceira via para a paz e o bem-estar da humanidade.
Jayme Fucs –Bar


1. Origem do conceito Sociedade Alternativa
A primeira pessoa a usar o termo sociedade alternativa foi o Francês François Fourier e o Inglês Robert Owen foram socialistas utópicos, usara, pela primeira vez o termo sociedade alternativa no princípio do seculo XIX , Fourier e Owen são considerados os pais do cooperativismo, eles foram fortes crítico do sistema capitalista de sua época foram adversário ativo a industrialização, e ao urbanismo, lutaram contra o liberalismo e a competição do mercado. Acreditavam numa sociedade alternativa cooperativista autônomo e auto-suficiente. Acreditava que o cooperativismo asseguraria uma sociedade justa.
Fourier chamou essa sociedade de " falanges"( Comunidades). Owen se dedicará a escrever e defender uma visão de cooperativismo negando as instituições como, estado, família, religião, Acreditava que essas instituições limitavam a liberdade dos seres humanos. Fourier na França criara várias cooperativas a mais famosa foi a Coopérative des bijoutiers en Doré e Owen na Inglaterra, ira influenciar de forma ativa na criação das futuras estruturas cooperativista que irão surgir na Inglaterra. Fourier foi também o primeiro a reivindicar uma sociedade onde as mulheres deveriam ser emancipadas, e teriam direitos iguais aos homens. Owen se pode considerar seus pensamentos pedagógicos, defendia a tese que as condições de vida de um individuo se pode melhorar, se construirmos um ambiente de vida favorável ao ser humano, acreditava que seres humanos nascem bons por natureza e pelas circunstância social e econômica deixa de ser.
Carl Marx , Moises Hess e Michael Bakunim, serão as primeiras pessoas a usarem o termo "sociedade alternativa" dentro de uma visão do "socialismo científica" de mudanças sociais e econômica, sendo que durante todas as décadas do seculo XIX , o usos da frase "sociedade alternativa" vai aparecer em diversos escritos e discursos dos grupos e organizações socialistas, anarquistas e pacifistas.
No campo filosófico Martin Buber já no meado dos anos 20, escrevera vários textos sobre sociedade Alternativa usara o termo "A nova sociedade".Para Buber a Sociedade alternativa seria aquele em que os seus cidadãos se dividiriam em pequenas comunidades autônomas e independentes, viveriam organizados em pequenas estruturas auto-suficientes de ajuda mútua entre comunidades, seriam comunidades organizadas não só de característica cooperativista rural, mais também urbana, espiritual e cultural. O estado teria a função de incentivar e ajudar a estruturar essas comunidades
Nos anos 40 Mahatma Gandhi defendera o termo sociedade alternativa, como forma de criar uma revolução social e econômica sem violência, onde nesta sociedade os serviços sociais, os transportes, a produção econômicas habitação, a saúde, a cultura e a arte seriam acessíveis a toda a sociedade. Gandhi praticou uma revolução não violenta para a Índia, sua luta foi por "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida, se tornou mais do que um socialista. Ele havia dito, "Violência é criada por desigualdade, a não-violência pela igualdade

2. O anarquismo e a sociedade Alternativa.A questão persecutória por excelência entre os anarquistas no decorrer da história é: como seria possível uma Sociedade Alternativa se cada ser humano pensa de uma forma diferente não seria permeada por inúmeros conflitos, guerras, antagonismos?
A resposta a essa questão, defendida pela maior parte dos anarquistas é a de que apenas o desenvolvimento virtuoso da educação (Pedagogia Libertária) – permeada pela autodidática, interesse natural, relativismo cultural e antidogmatismo – proveria as pessoas do desenvolvimento humano efetivo. Assim, embora os conflitos façam parte da Sociedade Alternativa – e a desenvolvam estruturalmente por essa relação dialética –, eles seriam transferidos do plano físico – como é o caso das guerras atuais para o plano do diálogo como prima a Democracia Direta , sendo negociados de forma pacífica, consciente, racional e, acima de tudo, humana, já que o interesse, o calculismo, não estaria mais regendo as instâncias conflitivas. Em outras palavras, independentemente do resultado do embate, ninguém sairia em posição privilegiada.
Evidentemente, no caso de uma sociedadeAlternativa, também pode haver indivíduos que perturbem a harmonia social. Como a violência é uma forma pura de autoridade, de poder, o indivíduo que encarná-la em qualquer uma de suas ações, por qualquer que seja o motivo, não será considerado anarquista. Como a Sociedade Alternativa é uma sociedade de anarquistas e para anarquistas, os dissidentes seriam obrigados a garantir a sua subsistência onde a autoridade e a mesquinhez deles tivesse alguma funcionalidade
3. Sociedade Alternativa de Raul SeixasRaul Seixas defendida uma filosofia de criar uma sociedade alternativa, suas ideias estavam bastante influenciada pelo ocultista britânico Aleister Crowley e sua Lei de Thelema: "Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei."Os escritos de Aleister Crowley influenciou muito Raul Seixas,e tambem o seu parceiro musical hoje o famoso escritor Paulo Coelho. Os dois fundaram na década de 1970 um movimento "A Sociedade Alternativa". Essa Sociedade Alternativa de Raul Seixas e Paulo Coelho era uma utopia quase exotérica, trascendental , que ia em contra com tudo e todo o sistema vigente, poucos entenderam as mensagens musicais de Raul Seixas na epoca, porem criou um estilo de musica e manifestacao cultural nova , especialmente numa epoca de opressao da ditatura militar brasileira.
"Sociedade alternativa, Sociedade novo aeon, É um sapato em cada pé, É direito de ser ateu, Ou de ter fé, Ter prato entupido de comida, Que você mais gosta, É ser carregado, ou carregar gente nas costas, Direito de ter riso de prazer, E até direito de deixar, Jesus Sofrer" (Raul Seixas)

4. Movimento HippieNos finais dos 1950, o termo sociedade alternativa estara muito relacionada a contracultura, e o Movimento Hippie sera uma dessas grandes correntes que se manifestara o termo sociedade alternativa , a contracultura tera uma caracteristica juvenil revindicadora , defenderao uma sociedade de novos volores sociais e culturais. A "sociedade alternativa" do movimento Hippies estara Inspirada numa vida comunitária alternativa , se organizaram comunas igualitarias onde negavam o nacionalismo a Guerra do Vietnã, abraçavam todos os aspectos de religiões como o budismo, hinduismo, e as culturas nativas norte-americanas, defendiam o amor livre e a igualdade entre os sexos.

5. O ProvoEm Maio de 1965 na Holanda, o grupo contracultura holandês chamado Provo que tinha como característica lutar por conquistas sociais, usando a não violência e baseados em princípios anarquistas, organizou um grande Happenings distribuiu milhares de panfletos anunciando a fundação do movimento Provo " Plano branco " sua primeira ação com grande êxito e repercussão mundial foi denunciar a péssima qualidade do transporte público da cidade de Amsterdã, com fim de manifestar essa insatisfação popular, os "Provos" invadiram as ruas de toda a cidade com milhares de bicicletas pintadas de branco, onde circulavam na direção contrária do trânsito. Os provos conseguiram com essa ação, criar um colapço em todo o trânsito de Amsterdã, colocaram a questão do trânsito de Amsterdã como assunto principal no governo, e na opinião pública, conseguindo mudanças significativas, na organização do meio de transporte público em toda a Holanda. Os Provos tiveram também outros êxitos entre eles foi na organização de pintar as chaminés das fábricas e casas poluidoras do meio ambiente de branco, também organizaram manifestações para o direito das mulheres de receber assistência medica gratuita, e também criaram o plano branco dos "Rumores" que consistia em difundir rumores em todos os meios de comunicação, sobre temas de importância social e econômica, a fim de criar uma consciência e discussão nacional sobre esses problemas.
6. Os happening
Esse Conceito de Contracultura iniciada pelos Provos tiveram repercussão em outros lugares da Europa principalmente na Inglaterra, onde foi criada a idéia dos hapennings. Os happening tiveram manifestações culturais e artísticas nas ruas, promovendo a cultura e arte popular gratuita e aberta a todas, onde organizavam exposições e concertos nos lugares público, essas manifestações culturais populares, muitas vezes se transformavam em ato público de reivindicações e rebeldia a sociedade vigente. Essa idéia dos Happening se espalhou para todo o mundo e foi parte integral dos movimentos alternativos dos anos setenta.

7. Os Diggers
Em San Francisco nos Estados Unidos no bairro de Haight-Ashbury os Diggers formaram um movimento de teatro popular de rua, eles reivindicavam pelo direito a cultura gratuita, criaram festas e festivais nas ruas gratuitos, tinham um forte carácter político desafiante a sociedade americana, eles realizaram o desfile da morte ao dinheiro, como forma de contestar a cultura capitalista americana, Os Diggers criaram constantes manifestações e actos antigovernamental, foram acusado de criminosos da ordem pública, e conspiradores da ordem nacional, principalmente depois que conseguiram criar um grande distúrbio na convenção nacional democrata de 1968. Muitos foram presos e processados.

8. O New Age
O Movimento New Age , foi um conjunto de elementos de manifestações culturais, políticas e espirituais, que tinham como objetivo de transformar a sociedade e o individuo através de uma procura de alternativa a sociedade consumista. Tinha uma visão utópica e as vezes ate messiânica, esses grupos de New Age tiveram uma grande produção cultural durante os anos oitenta, criaram um mercado alternativo de livros, musica, revistas, retiros e estudos sobre temas de alimentação natural, espiritualidade, medicina natural e em alguns casos criaram seitas pseudo religiosas com estruturas internas rígidas e autoritária, em contra partida o movimento New Age do Neopaganismo desenvolveu praticas espirituais dentro do esquema menos centralistas, onde procuraram dentro uma volta as origens das sociedades indígenas nativa americana.
9. O ecologismo
Ė um movimento que surgiu a partir do questionamento sobre o esgotamento dos recursos naturais e o futuro da vida no planeta. O ecologismo pressupõe um olhar ecocêntrico para pensar as políticas públicas. Os ecologistas são conhecidos também como "Verdes". O primeiro partido ecologista do mundo surgiu na Nova Zelândia em 1976, mas foi somente na década de 1980, principalmente com os Verdes da Alemanha Ocidental, que o movimento ganhou força e notoriedade. Incorporando temas também ligados aos movimentos sociais emergentes de então (como o ambientalismo, o feminismo, o pacifismo e luta de identidade racial) à prática política, os verdes ocuparam importantes espaços de poder em todo o mundo. Esse fato, acirrou a divisão entre os chamados "realistas" (em geral, defendem o relaxamento de posições em troca de resultados eleitorais imediatos) e os "fundamentalistas" (mais apegados aos temas 'clássicos' do ecologismo). É difícil tentar enquadrar um movimento heterogêneo e complexo dentro de duas ou três categorias. Entretanto, a tensão entre a necessidade dos resultados eleitorais e a manutenção de bandeiras ditas "ruins de voto" pautou grande parte das discussões internas dos partidos verdes pelo mundo.

10. Ação DiretaSão grupos de atuação auto organizadas de desobediência civil geralmente não violenta, que ocorrer por uma iniciativa individual ou de pequenos e grandes grupos, onde tem como objetivo dar uma resposta direta a uma determinada situação, usando os meios disponíveis, como greve, sabotagem,resistencia passiva, manifestação publica, greve de fome, ocupação publica, ou de instituições, muitas vezes usam outros métodos criativos como ação poética ou musical em praças publicas, criam cooperativas, e negócios e empresas autogestionário e independente. A ação direta não espera por processos políticos governamentais, procura resolver as questões sociais e politica de forma independente.

11. A Economia Solidária
"Ė um jeito bem diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para se viver. Sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o meio ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, sem patrão nem empregado, cada um pensando no bem de todas/os e no seu próprio bem. Dessa forma, a economia Solidária é uma prática social regida pelos valores da autogestão, democracia, cooperação, solidariedade, respeito à natureza, promoção da dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um projeto de desenvolvimento sustentável global e coletivo". Paul Singer
· Economia Solidária é uma forma de produção e distribuição de riqueza centrada na valorização do ser humano e não no capital.
· A base da Economia Solidária é associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de seus propios bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade à melhoria da qualidade da vida de todos os associados.
· A Economia Solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, que envolve a dimensão social, educacional ,a econômica, a política, a ecológica e a cultural.
· A Economia Solidária , alem da visão econômica de geração de trabalho e renda, a Economia Solidária se projetam no espaço comunitario amplo tendo com perspectiva a construção de uma comunidade socialmente justa e sustentável.
· O Estado e as organizações multilaterais de governança devem ser agentes subsidiários do desenvolvimento autogerido dessas Economia Solidária Nesse sentido, cabe ao Estado construir políticas públicas e firmar um marco legal para a pratica dessa Economia Solidária .

12. Finanças Solidárias
Nos anos recentes, principalmente a partir dos anos de 1970, especialmente com a repercussão da experiência do desenvolvimento do micro crédito em Bangladesh, de constituição do Graemen Bank, sob a liderança do prof. Mohammed Yunus, este tipo de movimento passou a ser mais conhecido e estudado. Dentre os tipos das organizações de finanças solidárias, deste modo, podemos citar: • Cooperativismo de crédito. • Organizações de micro crédito e micro finanças. • Bancos comunais. • Fundos solidários. • Moedas sociais. • Bancos alternativos. • Sociedades de garantia.
13. Os Clubes de Troca
Clubes de Troca são espaços onde a gente leva coisas para trocar e não precisa levar nenhum dinheiro, só o dinheiro do clube. É uma pequena feira, um mercado de tipo diferente. As pessoas levam para essa feira o que produzem e que poderiam vender e também anunciam em cartazes o que sabem fazer. O princípio do clube de trocas é o seguinte: todos nós sabemos fazer alguma coisa: cortar cabelo, consertar um carro, pintar uma parede, tomar conta de crianças, dar aula de reforço escolar etc. E muitas vezes no terreno da casa da gente dá para plantar algum tomate, ou alface, ou até para ter umas galinhas botando ovos. A gente também tem muitas vezes em casa coisas que não usa mais, mas que ainda estão em um muito bom estado. Mas não temos como vender essas coisas. Não temos licença para vender na feira, ou no mercado, não temos escritório nem oficina montada, nem salão de cabeleireiro e nem temos onde dizer que sabemos ou que fazemos isto ou aquilo. O clube de trocas cria essa possibilidade usando uma moeda social em vez de dinheiro.
14. Sistema de troca de serviçosĖ Uma rede local de troca de intercambio sem objetivo de lucro, onde os serviços podem ser comercializados sem a necessidade de usar a moeda local. O sistema e simples e pratico, onde os membros associados a rede de trocas ganham créditos e trocam esses créditos em serviços de suas necessidades : Exemplo um carpinteiro necessita de concertar a parede de sua casa o pedreiro necessita reforma do armário da cozinha eles trocam esses serviços se beneficiando ao mesmo tempo. Esse e um sistema de troca direta.
15. A Rede de Colaboração SolidáriaA Rede de Colaboração Solidária integra grupos de consumidores, de produtores e de prestadores de serviço em uma mesma organização. Todos se propõem a praticar o consumo solidário, isto é, comprar produtos e serviços da própria Rede para garantir trabalho e renda aos seus membros e para preservar o meio ambiente. Por outro lado, uma parte do excedente obtido pelos produtores e prestadores de serviços com a venda de seus produtos e serviços na rede é reinvestido na própria rede para gerar mais cooperativas, grupos de produção e microempresas, a fim de criar novos postos de trabalho e aumentar a oferta solidária de produtos e serviços. Isso permite incrementar o consumo de todos, ao mesmo tempo em que diminui volume e o número de itens que a rede ainda compra no mercado capitalista, evitando com isso que a riqueza produzida na Rede seja acumulada pelos capitalistas. O objetivo da Rede é produzir tudo o que as pessoas necessitam para realizar o bem viver de cada um.
16. O Movimento antiglobalizaçãoO termo antiglobalização designa os que se opõem aos aspectos capitalista-liberais da globalização. É um movimento que reivindica o fim de acordos comerciais e do livre trânsito de capital. Opõem-se ainda os antiglobalistas à formação de blocos comerciais como o NAFTA e a ALCA. E um movimento social internacional formado por grupos ativistas de diversas procedências políticas e sociais, alguns dos que se identificam como antiglobalistas propõem, também, alternativas ao regime econômico capitalista, como o socialismo, o comunismo, o anarquismo ou a economia solidaria. Também existe uma grande tendência de grupos que manifestam preocupação com danos ao meio ambiente e aos direitos humanos, Se opõem ao conceito que o neoliberalismo e a única alternativa viável de sociedade. Sua ideologia tem forte influência a esquerda política, porem existe vários grupos que se consideram antiglobalização que não se identificam com a política da esquerda antiglobalização se consideram independente.
17. A sociedade e-coexistencialNecessitamos criar um sistema no qual o ser humano, a humanidade e o meio respeitem-se mutuamente, sem impor um ao outro, ou definir que um é superior ou mais importante que o outro. Numa relação simbiótica entre o individuo, o coletivo e o meio se dará a re-humanização do ser humano e da civilização ocidental.

A sociedade e-coexistencial baseia-se em primeira estância na Existência do individuo como único e especial. O individuo possui geneticamente uma formação única, diferente de qualquer outro ser humano, através de seu DNA. Seu perfil de inteligências, único também, lhe permite ter vivencias únicas e especificas a ele. Defino como vivencias, as experiências pela qual passa o ser humano, quando incorporadas ao seu ser através do sistema cerebral único, sendo absorvidas em matrizes de forma emocional e racional diferentes de qualquer outro ser humano, que criaria matrizes diferentes. Assim que, a visão de um padrão ideal de ser humano deixa de ser valida.

Eu existo. Eu sou o que sou. Mas somente no dialogo, na reflexão com o outro me torno consciente de meu ser. Passo a saber o que sou. Tenho uma identidade única. Neste dialogo tomo consciência do meu ser, de meus limites, de meu campo de vida.

Desta forma, a comunidade passa a ser um meio aos indivíduos. Ela se transformará na estrutura dialógica destes. O dialogo entre os indivíduos se realiza no encontro entre os indivíduos da comunidade, do minian no judaísmo (são necessárias dez pessoas para rezar, ou melhor, dialogar com D~us), no circulo, na cultura índia (os índios necessitam o circulo para dialogarem sobre seus medos e fantasias).
Esta comunidade não tem significado próprio. Sua razão de ser é possibilitar o dialogo e o crescimento de seus membros. Ser o espelho do auto-conhecimento, da conscientização do ser humano, da existência. A coexistência.

Mas, a comunidade, a coexistência, não terá sentido se o ser humano, através da civilização comunitaria, não souber e-coexistir com seu meio exterior. Isto é, com a criação completa do universo, dialogando com ele e através dele definindo-se como civilização humana. Esta será a e-coexistencia, baseada numa relação de amor ao proximo e ao meio, acreditando que fazemos parte de uma unidade superior a tudo e a todos, a qual cada uma de suas partes tem a mesma importância que o todo

18. Movimento "Grito Manso"
Por uma ação individual"O Grito Manso" é um ato de Ação Individual para criar uma massa critica de concientização humana para que seja possível realizar um grande movimento de transformação social, e ecológicos."O Grito Manso" é um movimento individual – coletivo, onde cada ser humano devera assumir uma postura conciente de realizar ações individuais no seu dia a dia. Ações individuais é boicotar produtos que não cumpri com obrigações sociais , não consumir produtos que prejudique o meio ambiente,ser voluntário em atividades de ação social,participar de atos contra as guerras e genocídios humanos,ser ativo na luta pelos direitos dos exclui-dos, tomar parte nas manifestações por justiça e por uma economia solidária.
A ideia do " Grito Manso", vem do livro falado escrito pelo educador Paulo Freire, que define que a verdadeira revolucao e o ato de conscientizar seres humanos, para um conciencia critica da sociedade,como forma de transformar-la e criar uma massa critica como forma de s libertar seres humanos a realizar acoes individuais coletiva como forma de criar "Um mundo menos malvado , menos feio , menos autoritário, mais democrático, mais humano"Esse movimento tem como forma de manifestar sua ação individual – coletiva criando um ciclos de concientizacao pessoal onde as pessoas assume a assumir praticas no seu dia a dia de realizar mudancas e podem ser no meio social, ecologico ou politico , as pessoas que se integram e assumem a ser parte da massa critica desse movimento colocam em suas roupas, nos carros,nas bicicletas,nas bolsas,nas janelas,uma fita de cor branca,escrito "O Grito Manso",fazendo escutar a ideia do "Grito Manso" em cada canto de nossa sociedade 

19. A Jardinagem LibertáriaJardinagem Libertária é um movimento, que surgiu na Inglaterra nos anos 2000é uma forma de olhar o mundo à nossa volta como sendo nosso e respeita-lo.
Esse movimento invade no meio da noite os jardins e pracas publicas mau cuidadas criando e reformando os jardins , plantando arvoes, criando canteiros floridos e limpando a sujeira e os destrosos. Jardinagem Libertária tambem atua nos terrenos baldios da cidade, criando horta comunitaria para o bairro.
Nas últimas décadas temos assistido enquanto o mercado imobiliário transforma nossas cidades em puleiros claustrofóbicos de concreto.Enquanto indústrias poluem nossos rios e mares. Enquanto as árvores,parques, calçadas, praças e espaços de convivência comunitária emgeral são cobertos por asfalto para beneficiar o transito barulhentode máquinas particulares.Esse não é o mundo no qual nós queremos viver, e nós estamos aqui para dizer aos donos do poder e aos donos do dinheiro que o mundo nãoé deles.
As ruas são nossas! E nós vamos retomar o controle sobre elas!Nós vamos quebrar o concreto impermeável para deixar a Terra respirar.Nós vamos plantar árvores frutíferas para alimentar os pássaros e as crianças. Vamos plantar flores para as velhinhas e os amantes.Vamos convocar a vizinhança e criar uma horta comunitária para recobrar nossa autonomia alimentar e, quem sabe, nunca mais ver alguém passar fome por não ter dinheiro. Nós vamos reconstruir as cidades para que elas sirvam às necessidades que quem vive nelas.

20. Autogestão
Ė quando um organismo é administrado pelos seus participantes em regime de democracia direta. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os empregados participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa autogestionária. A autogestão não pode ser confundida com controle operário, que mantém a hierarquia e o controle externo do organismo (ou da fábrica) a algum organismo ou instância superior (como um partido político por exemplo). Os conceitos de autogestão costumam variar de acordo com a posição política ou social de determinado grupo. Hoje temos o exemplo da cooperativa de Madregon nos países Bascos, a fabrica de Zanon na Argentina, onde são cooperativas que funcionam dentro do sistema de autogestão.Autogoverno e Ongs.
A idéia de Autogoverno e ONGS começou a surgir no final doa anos setenta, principalmente nos países em processo de desprivatização do estado das responsabilidades sociais e econômicas ao atendimento básico as necessidades da população como saúde, educação, moradia, e trabalho. Essa realidade criou um vácuo social enorme, principalmente para as camadas mais pobre da população do outro lado criou um descrédito a sociedade e ao sistema democrático junto com seus representantes políticos. Esse Vácuo social levou em menos de uma década o surgimento de milhares de grupos e de organização particulares, que se organizaram e começaram assumir o papel da sociedade criando um autogoverno, criando estrutura de assistêncialista. Apesar da grande contribuição das ONGs no mundo inteiro, ela não consegue dar resposta a todas as necessidades da população. As ONGs, são uma expressão clara da crise do sistema social atual, onde elas mesmo não conseguindo dar resposta para a grande demanda de necessitados, mesmo assim elas são hoje uma estrutura políticas alternativas ao estado e as burocracias estatais.
21. Eco Vilas - Comunidades Ecológicas
Eco vilas são modelos de comunidades Ecológicas auto-sustentáveis, autônomas e independentes, onde nestas pequenas comunidades reúnem uma prática de mudanças de hábitos e comportamentos, procuram estilo de vida menos consumista, mais saudável visando a proteção do meio ambiente e a utilização racional dos recursos naturais, atuam em muitas vezes também no campo de ação social e politico, porem a maioria das eco vilas estão caracterizadas por princípios ecológicos.
RoberGilman definiu essa estrutura de comunidades em seu livro "O que é uma Eco-Vila?" (1991) "Uma Eco-Vila é um assentamento de escala humana completamente caracterizado onde as atividades humanas estão integradas ao mundo natural de maneira não danosa e de tal forma que dêem apoio ao desenvolvimento humano saudável e que se possa continuar indefinidamente ao futuro".As Comunidades das eco vilas se vêem como um modelo de alternativa à globalização, espera-se que as eco vilas possam unir numa grande rede outras ONGs criando um novo conceito comum de desenvolvimento planetário.
Existe hoje 15 mil vilas ecológicas organizadas no planeta, porem em 1995 na conferência "Eco vilas e Comunidades Sustentáveis para o século 21", se tentou ter uma definição bem clara dessas estruturas comunitárias, define May East brasileira que mora a oito anos na aldeia ecológica da Fundação Findhorn, na Escócia, "Eco vila não é um monte de gente morando junto isso não faz uma ecovila, não é um condomínio onde se planta o que se come. As pessoas da Eco vila devem desenvolver um vínculo ambiental, social ou espiritual".
May mora com o marido e as duas filhas num big barril de whisky reciclado. Mas o prazer de viver nessas habitações não provém só da estética. "Me sinto feliz em ter escolhido a simplicidade voluntária, de cultivar minha própria comida e mostrar que não vivo numa utopia. Não sou hippie. Nascemos como um laboratório e nos tornamos modelo de inspiração", diz ela.
Para bater a idealização de quem pensa que numa eco vila tudo se processa na base da "paz e amor", uma lembrança: May diz que o maior desafio na formação dessa comunidade não é o domínio de uma nova técnica ecológica, mas sim a administração das diferenças entre seus moradores.
As Eco vilas são consideradas modelos de comunidades intencionais ou comunidades sustentáveis. A idéia de Eco vilas foi incorporada pelas Nações Unidas no Programa de Desenvolvimento de Comunidades Sustentáveis (SCDP).

22. Grupo de auto-ajuda (ajuda-mutua)
Grupo de Auto Ajuda e um termo que descreve a cooperação reciproca e o trabalho de equipe no plano social, politico e econômico, e sobretudo um intercambio reciproco e voluntário de troca e doação de recursos principalmente ligado as habilidades profissionais e de serviço que pode beneficiar ambas partes.
Os grupos de auto-ajuda tem se multiplicado enormemente nos últimos anos também são chamado de "movimento de valorização da pessoa", eles estão geralmente organizados pelos próprios indivíduos, são grupos independentes das estrutura do estado, eles procuram com a força do grupo solucionar problemas e assumindo responsabilidades comum. As pessoas compartilham os seus problemas, um ao outro, onde os relacionamentos e interações entre as pessoas do grupo se dão em sentido horizontal., sempre nos grupos de Auto Ajuda existe expectativa de quem recebe ajuda devera retribuir com ajuda aos próprios membros. Existe estruturas de Auto Ajuda, onde profissionais atuam como orientadores, delegando gradativamente essa orientação aos participantes do grupo e atuando finalmente como consultores quando solicitados.

23. O centro social
Essa e uma instituição Social, que tem como base prestar serviços sociais, educacionais e culturais a toda comunidade, geralmente o centro social, funciona nas periferias urbanas e atende geralmente as camadas mais pobres da cidade. Em Israel existe o MATNASIM , são centros sociais, e esportivo com uma diversidade ampla para todas as idades, serve de espaço de referência ao cidadão para as suas necessidades sociais, culturais e educacionais, recebem muitos dos serviços de graça ou compram esses serviços com o mínimo de custo.
Geralmente oa Centros Sociais, oferecem serviços como: movimentos juvenis, grupos desportivos, centro de estudos, centros culturais, biblioteca, cursos de teatro, dança, arte, atividade para terceira idade, passeios, excursões etc., muitos dos trabalhos são realizados por voluntários, mais tem uma estrutura burocrática rígida administrada por profissionais.
Muitas vezes os Centros sociais estão ligado a municipalidade oficial, dependendo de verbas do estado ou de filantropia, poucos Centros Sociais consegue se manter autônomo e independente, muitos desses Centros Sociais, apesar de prestar um importante serviço ao publico carente, ele esta muitas vezes ameaçado de continuidade de funcionamento devido a dependência das inquietudes politicas das verbas das instituições governamentais, e uma tendência de desprivatização. Hoje existe uma nova tendência de grupos e ONGs de criar Centros Sociais independente organizado e administrado pela ONG ou mesmo a população do Bairro, de forma de sobreviver das ameaças de cortes e fechamento.
Centros Sociais também podem ter uma característica menor com serviços fixos de assistência social ou cultural como: abrigo para crianças de rua, Bar popular, Comedor publica, um pequeno ginásio esportivo, salão de dança, galeria de arte, teatro popular. Existe também centros sociais de capacitação profissional, onde fora o ensino profissional serve uma merenda diária durante o curso, incluindo pequenas atividades sociais ao grupo.
O Ideal de um centro Social e não ter uma filiação religiosa, ou política, ele não descrimina ele inclui, sua atividade tem como objetivo atingir as necessidades básica quem a necessita.
24. Consumo responsável
Significa uma ação antes de mais nada individual e consciente de consumir algo que seja feito de forma ética. Geralmente, sem agredir ou explorar seres humanos, animais ou ao meio ambiente. Consumo responsável consciente tem como proposta de ação também em realizar boicotes morais as firmas e empresas que não estão enquadradas num comportamento ética social e ecológica, isso quer dizer não compras e negociar com firmas e produtos impróprios ao bem-estar dos seres humanos. Importante neste conceito de Consumo responsável, e que o consumidor saia da apatia, compreendendo o efeito de sua compra, de seu consumo isto é, que cada consumo e a cada compra de produtos tem efeitos imediatos aos seres vivos e o meio ambiente, onde o consumidor devera ter claro a procedência de seu produto desta extração até seu eventual ponto de distribuição. Existe varias OGSs que criaram critérios de consumo e de compra de produtos, definido a uma combinação de padrões fixos, e informações específicas dos produtos e serviços, tornando fácil a cooperação entre compradores e vendedores para uma escolha ética. Isto é, algo como um comércio justo, que pode atualmente ter um objetivo significativo ao menos se pessoas e suas instituições tem definido metas integras em sua área de atuação. Esse conceito de Consumo responsável não e somente um ato de consumir ajustando as satisfações de nossas necessidades e um ato político, uma manifestação individual que pode se tornar um grande movimento de pressão para conservar o meio ambiente e os direitos sociais dos trabalhadores e das crianças. Muitas ONGs que atuam neste setor de Consumo responsável, acreditam que somente com uma consciência individual e coletiva de mudança de hábito de consumo, poderá trazer pressões econômicas diretamente no bolso das empresas e produtores, pressionando-as a mudar de comportamento adequando os seus produtos as regras sociais e do meio ambiente.
25. As Comunas Urbanas
São pequenas comunidades organizadas por um pequeno grupo de pessoas, onde toda as suas atividades, se estruturam de forma voluntária, autônoma e independente, criando relações sociais e econômicas igualitárias entre seus membros, não existindo a propriedade privada, a propriedade pertence a comunidade, cada um produz em função de suas capacidades, e recebem em função de suas necessidades, Cada pessoa trabalha em setores diferente , seu salário e entregue na maioria das vezes de forma total para a economia da comuna existe tipos de comunas que as entradas e receitas do trabalho de seus membro são parciais e não total , as relações e as disputas sobre as decisões do dia a dia da comuna sempre se passa por longas assembléias e reuniões interna, sua estrutura e uma democracia bastante participativa , onde todos tem o direito de opinar e votar por qualquer tipo de assunto.
Hoje existe hoje milhares de pessoas que vivem em estruturas de comuna urbana no mundo, principalmente jovens. As atuais comunas são muito diversificadas não exatamente por suas estruturas sociais internas, mais pelo tipo de responsabilidades sociais ou ecológico que atuam no bairro ou na sociedade. As Comunas não tem hoje somente o caráter da vida comunal como foi no passado , somente o viver de forma cooperativista se tornou insuficiente dentro da realidade atual para essa nova geração de comunarios , As Comunas Urbanas de hoje tende a ser criadas dentro dos bairros pobres, onde os comunarios se tornam parte integrante dessa comunidade, participando de forma ativa das lutas e reivindicações dos moradores e cidadãos do bairro, geralmente esses comunarios atuam em projetos de ação social no bairro, e na periferia sob temas de educação, saúde, ecologia, moradia e bem-estar social, Comunas podem também ter caráter religioso ou espiritual, ou ate mesmo grupos de estudos. O tema de comuna vem se tornando um grande fenômeno desses últimos 10 anos, somente em israel vivem hoje 3500 jovens dentro desse sistema de vida a maioria desses jovens tem entre 18 a 30 anos. 
26. As Cooperativas
é um sistema econômico que faz das cooperativas a base de todas as atividades de produção e distribuição de riquezas, tendo como objetivo difundir os ideais em que se baseia, no intuito de atingir o pleno seu desenvolvimento econômico e social. O cooperativismo, como o próprio nome indica, tem como sua finalidade, libertar o homem do individualismo através da cooperação, satisfazendo assim as necessidades propostas. Defende a reforma pacífica e gradual da coletividade e a solução dos problemas comuns através da união, auxílio mútuo e integração pessoal. Busca a correção de desníveis e injustiças sociais com a repartição harmoniosa de bens e valores. Ajuda mutua: é o accionar de um grupo para a solução de problemas comuns. Esforço próprio: é a motivação, a força de vontade dos membros com o fim de alcançar as metas previstas. Responsabilidade: Nível de desempenho no cumprimento das atividades para alcançar as metas, com um compromisso moral com os associados. cooperativismo representa a união entre pessoas voltadas para uma mesmo objetivo. Através da cooperação, busca-se satisfazer as necessidades humanas e resolver os problemas comuns. O fim maior é o homem, não o lucro. Uma organização dessa natureza caracteriza-se por ser gerida de forma democrática e participativa, de acordo com aquilo que pretendem seus associados. O contexto de surgimento desse sistema encontra-se na Revolução Industrial. Atraídos pelas novas fábricas, os trabalhadores do campo migraram para a cidade. O excesso de mão-de-obra daí resultante, fez com que as pessoas tivessem que se submeter ocupações sem as menores condições: jornadas de trabalho de até 16 horas e salários miseráveis. Mulheres e crianças também passaram a ingressar no mercado de trabalho em condições ainda piores. Era necessária uma forma de resistência à exploração da classe trabalhadora. Assim o cooperativismo surge na Inglaterra. A data oficial é 21 de Dezembro de 1844. Foi o dia em foi fundada a primeira organização desse tipo. Nos arredores da cidade de Manchester, em Rochdale, um grupo de 28 tecelões se uniu para comprar em conjunto, ítens de primeira necessidade, como alimentos, por exemplo. Chamava-se “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”. Trata-se da primeira cooperativa da história e estava baseada sobre os seguintes princípios:
• Formação de um capital social para emancipação dos trabalhadores, viabilizado pela poupança resultante da compra comum de alimentos. • Construção ou aquisição de casas para os cooperados • Criação de estabelecimentos industriais e agrícolas voltados à produção de bens indispensáveis à classe trabalhadora, de modo direto e a preços módicos, assegurando, concomitantemente, trabalho aos desempregados ou mal-remunerados. • Educação e campanha contra o alcoolismo. • Cooperação integral, com a criação gradativa de núcleos de comunidades piloto de produção e distribuição, que seriam multiplicados através da propaganda e do exemplo, visando a fundação de novas cooperativas. O movimento aparece como uma alternativa à exploração da classe trabalhadora. Enquanto a lógica do capitalismo institui a competição, esse sistema estimula a cooperação. Cada um dos 28 tecelões entrou no negócio com 1 Libra. Em um ano o capital da organização chegou a 180 Libras. Em uma década, a organização já contava com 1400 associados. Com esse sucesso, a experiência foi difundida, primeiramente na Europa, com a fundação de cooperativas de trabalho na França e de crédito na Alemanha e na Itália, depois para o resto do mundo. Em 1881 já existiam 1000 cooperativas que totalizavam 550 mil associados.
Aqui um quadro que mostra a diferença entre uma empresa cooperativista e uma capitalista:
Empresa capitalista
Empresa cooperativa
As Pessoas buscam obter lucros e seneficiar um sobre o outro
As pessoas buscam dar serviços e benficios comum
O Lucro beneficia o propietário da empresa
O Lucro beneficia a todos os trabalhadores
Objetivo Principal alcancar as margens de lucro de forma mais proveitoso possivel para ampliar o capital .
Objetivo Principal oferecer serviços mais proximo do custo
Os beneficios dos lucros são distribuido aos acionistas
O exedente de lucros disponiveis são distribuido aos membros da cooperativa , proporcionando atividades e serviços gratuitos.
O capital dirige os trabalhadores
Os Trabalhadores dirigem o capital
Os trabalhadores não tem direito de voz e voto
Os trabalhadores tem direito a voz e voto
Os objetivos da empresa e independente dos trabalhadores
Os objetivos da Empresa depende das necessidades dos trabalhadores
Administração reduzida aos trabalhadores
Os Trabalhadores administram sua empresa
Se organizam por meio da competição
Se organização pelo meio da ajuda mutua



27. Os Kibutzimkibutz ("reunião" ou "juntos") é uma forma de comunidade comunitária em Israel. Apesar de existirem em outros países empresas comunais (ou cooperativas), em nenhum outro país as comunidades coletivas voluntárias desempenharam um papel tão importante como o papel dos kibutzim em Israel; os kibutzim tiveram um papel essencial na criação de Israel.
Combinando o
socialismo e o sionismo no sionismo trabalhista,operario os kibutzim são uma experiência única no mundo, e parte de um um dos maiores movimentos comunais seculares na história. Os kibutzim foram fundados numa altura em que a lavoura individual não era prática. Forçados pela necessidade de uma vida comunal e inspirados pela sua ideologia socialista, os membros do kibutz desenvolveram um modo de vida comunal que atraiu interesse de todo o mundo. Enquanto que o kibutzim foram durante várias gerações comunidades utópica, hoje, eles são pouco diferentes das empresas capitalistas às quais supostamente seriam uma alternativa a essa estrutura. Hoje, os kibutzim apesar de manter uma comunidade de economia solidaria, adicional contratados trabalhadores que vivem fora da esfera comunitária e que recebem um salário, como em qualquer empresa normal.
Os kibutzim deram a Israel uma parte desproporcionalmente importante dos seus líderes intelectuais, políticos e militares. Apesar de o movimento dos kibutz nunca ter excedido 7% da população de Israel, ele poderá ter contribuido para fundar uma identidade cultural ao pais como poucas instituições em Israel.
Historicamente com a colonização do Estado Israelense, criado pela
ONU em 1948, os kibbutzim também exerceram um importante papel estratégico militar quando dos primeiros conflitos árabes-israelenses, funcionando como verdadeiras bases avançadas, com colonos com treinamento militar e armas combatendo exércitos inimigos até uma intervenção do Tzáhal (Exército israelense).
As condições de vida do
Império Russo na virada do século XIX para o século XX eram ruins para todos os súditos, mas ainda piores para os judeus. Causar a emigração de um terço dos judeus, o batismo de outro terço e a morte por inanição do terço restante era um objetivo oficial do Império. Com a excessão de uma minoria de ricos, os judeus eram obrigados a viver na região fronteiriça chamada de cherta osedlosti (ou região de assentamento); e mesmo dentro desta, não podiam morar em cidades grandes como Kiev, ou tampouco em vilarejos com menos de 500 habitantes. Para aqueles que se aventuravam a chegar à capital Moscou, a polícia local estabeleceu uma recompensa para a captura de um judeu com valor equivalente à da captura de dois ladrões. (Dubrow, Vol III)
O número de judeus convocados para o exército do
tzar era desproporcionalmente alto. Enquanto em outros países todos os militares eram tidos como dignos de honrarias, estes soldados judeus eram vítimas de profunda discriminação. Por exemplo, ainda que o serviço militar os levasse para longe da cherta osedlosti ou até mesmo para o extremo oriente russo, estes soldados eram obrigados a retornar para a região de assentamento quando em dispensa. Além disso, durante a Guerra Russo-Japonesa, vários juízes ucranianos aproveitaram-se da ausência dos soldados judeus para livrar-se de suas famílias, baseando-se em uma lei que permitia a expulsão de famílias judias sem um chefe-homem que lhes garantisse o sustento. Esta última agressão foi de fato tão extremada que o governo russo opôs-se a ela; mas os termos da reprimenda do general Vyacheslav Plehve a seus subordinados eram claramente discriminatórios: "as famílias dos judeus convocados devem ser deixadas onde estão até o fim da guerra."
A ameaça aos judeus cresceu após a posse do tzar Alexandre III. O seu governo não só permitia, como também estimulava as agressões dos lavradores insatisfeitos a seu vizinhos judeus. As chamadas Leis de Maio, promulgadas pelo imperador em maio de
1882, proibiram a moradia de judeus em cidades com menos de 10.000 habitantes expulsando várias famílias que há várias gerações viviam no mesmo lugar e estabeleceram cotas que impediram o acesso de um enorme número de judeus a universidades e profissões. Era portanto especialmente forte a repressão aos judeus na Rússia da virada do século.
As reações dos judeus a estas dificuldades foram variadas. Alguns optaram por envolver-se na luta pelo Socialismo no país; outros decidiram emigrar para o ocidente. Houve judeus que, mantendo-se ortodoxos, ignoraram os problemas à sua volta; enquanto outros buscaram ser assimilados pela sociedade russa. Ainda outros judeus os de maior interesse para o nosso tema -- tornaram-se partidários do
sionismo, cuja idéia central era construir uma nação judaica na terram em que o judaísmo nasceu: a Palestina (ou Eretz Israel).
Até então, os judeus que migravam para a Palestina o faziam ou em idade avançada para lá morrer, ou quando jovens para freqüentar as yeshivás ao redor de
Jerusalém e Heron. Nos dois casos, o motivo da migração era religioso e não político, e estes individuos, que não se sustentavam do próprio trabalho, viviam de doações de judeus de outras paragens.
Já o movimento sionista, não obstante suas profundas raízes na história judaica, só passou a ser uma força significativa por na década de 1880. Nela, 15.000 famílias oriundas principalmente do sul da Rússia mudaram-se para a Palestina com a intenção de lá viver -- e não apenas morrer -- e de trabalhar com a lavoura ao invés de estudar. Esta primeira leva de judeus dispostos a viver uma vida normal na Palestina recebeu o nome de "Primeira Aliá", e a seus membros chamou-se de "Biluim".
Aqui é importante que se observe que o trabalho na terra é uma componente importante do sionismo. É bastante difundida a idéia de que este era um movimento de cunho nacionalista. Deve-se notar, no entanto, que sua componente econômica pregava o retorno ao cultivo da terra como principal ocupação dos judeus, substituindo assim as ocupações típicas dos judeus europeus: possuir
pensões e lojas de penhora, praticar "comércio pequeno", etc.

De fato, a geração da Primeira Aliá acreditava que a decadência dos judeus da Diáspora era explicada pela aversão destes ao trabalho físico. Eles não só defendiam que do cultivo da terra palestina adviria a redenção física e espiritual do povo hebraico, como chegavam a acreditar que o solo da Palestina tinha o poder mágico de transformar os fracos comerciantes judeus em lavradores nobres e fortes. Uma manifestação desta crença pode ser vista na edição de 1883 de The London Jewish Chronicle, "os pálidos e curvados comerciantes judeus de alguns meses atrás" tornaram-se "lavradores bronzeados, de mãos calejadas e másculos" (Silver-Brody).
Em espírito semelhante ao da "religião do trabalho" exposta acima, o manifesto dos Biluim proclamava orgulhosamente a intenção de "encorajar e fortalecer a imigração e colonização de Eretz Yisrael através da criação de uma colônia agrícola, de base cooperativa social". Afinados com a ideologia sionista (que até então ainda não houvera recebido este nome), os Biluim também exortavam o povo judeu a um renascimento sócio-político, espiritual e nacional na Palestina.
A esperança dos Biluim de sucesso na lavoura era grande, mas seu entusiasmo era maior do que sua habilidade agrícola. Em apenas um ano os Biluim já eram dependentes de caridade como os estudantes que os precederam. Mas os Biluim investiam o dinheiro recebido em terras e equipamentos, e as doações vindas tanto de judeus riquíssimos como o Barão de Rotschild quanto dos "normais" leitores de The London Jewish Chronicle, os permitiram prosperar. Suas cidades, Rishon LeZion e Zichron Yaakov, tornaram-se comunidades saudáveis e atraentes. A vitória, no foi concomitante ao fato de que já virada do século os imigrantes empregavam árabes em suas terras, ao invés de lavourá-las eles mesmos (como inicialmente pretendiam). A revolução econômica sionista ainda estava por vir.
A Segunda Aliá e a fundação dos primeiros kibutzimOs pogroms surgiram novamente na Rússia nos primeiro anos do século XX. Em 1903 em Kishinev as massas campesinas eram incitadas a agir contra os judeus depois de um massacre que ficou conhecido como o primeiro Pogrom de Kishinev. Revoltas aconteceram de novo logo após a derrota da Rússia na Guerra Russo-Japonesa e na Revolução de 1905. A ocorrência de novos pogroms inspiraram a emigração de outra leva de judeus russos. Na década de 1880, a maioria dos emigrantes ia para os Estados Unidos, mas a minoria ia para a Palestina. Era a geração que incluiria os fundadores dos kibutzim.
Como os membros da Primeira Aliá que vieram antes deles, a maioria dos membros da Segunda Aliá queria ser fazendeiro na Palestina. Aqueles que viriam a fundar os kibutzim primeiro iam a um vilarejo dos Biluim, Rishon LeZion, para encontrar trabalho lá. Os fundadores dos kibutz ficaram moralmente arrasados pelo que eles viram nos colonos judeus lá "com seus supervisores judeus, trabalhadores camponeses árabes e guardas beduínos." Eles viram as novas vilas e foram lembrados dos lugares que haviam deixado no Leste Europeu. Ao invés de um começo de uma comunidade judaica pura, sentiram que o que eles haviam visto recriava a estrutura sócio-econômica judaica dos Assentamentos, onde os judeus trabalhavam em empregos limpos, enquanto outros grupos faziam o trabalho sujo. (Gavron, 19)
Joseph Baratz, que viria a fundar o primeiro kibutz, escreveu acerca de sua época de trabalho em Zikhron Yaakov:
Estávamos suficientemente felizes trabalhando na terra, mas sabíamos mais certamente que as maneiras dos velhos assentamentos não eram para nós. Essa não era a maneira que esperávamos colonizar o país — essa velha maneira com judeus em cima e árabes trabalhando para eles; enfim, pensávamos que não deveria haver empregadores e empregados de forma alguma. Deve haver um jeito melhor. (Baratz,)
Apesar de Joseph Baratz e outros trabalhadores quererem cuidar da terra eles mesmos, tornar-se fazendeiro independente não era uma opção realista em 1909. Como
Arthur Ruppin, um propositor da colonização agrícola judaica da Palestina diria mais tarde, "A questão não era se o assentamento coletivo era preferencial ao assentamento individual; era uma das formas de assentamento coletivo nenhum assentamento." (Rayman)
A Palestina
Otomana era um ambiente duro, que nada se pareciam com as planícies russas que os imigrantes judeus estavam familiarizados. A Galiléia era pantanosa, os morros rochosos e o sul do país, o Negev, era um deserto. Para tornar as coisas ainda mais desafiadoras, a maioria dos colonos não tinha experiência prévia com agricultura. As condições de saneamento também eram pobres. A malária era mais que um risco, era praticamente uma garantia. Juntamente com a malária, também havia o tifo e a cólera.
Em adição à ter um clima difícil e solo relativamente infértil, a Palestina Otomana era sob alguns pontos de vista um lugar sem leis.
Beduínos nômades atacavam frequentemente fazendas e áreas de assentamento. Sabotagem de canais de irrigação e queima de colheitas também eram comuns. Viver em coletividades era simplesmente a maneira mais lógica para estar seguro em uma terra que não os desejava.
Acima de considerações de segurança, havia também considerações de sobrevivência
econômica. Estabelecer uma nova fazenda na área era um projeto de grande capital; coletivamente os fundadores dos kibutzim tinham os recursos para estabelecer algo que durasse, enquanto independentemente eles não tinham.
Finalmente, a terra que ia ser assentada por Joseph Baratz e seus camaradas foi comprada pela grande
comunidade judaica. De todas as partes do mundo, judeus depositavam moedas em pequenas "caixas azuis" para a compra de terras na Palestina. Uma vez que esses esforços foram em nome de todos os judeus da área, não teria feito sentido a compra de suas terras para interesses individuais.
Em
1909, Joseph Baratz, nove outros homens e duas mulheres se estabeleceram na porção sul do Mar da Galiléia próximo a uma vila árabe chamada "Umm Juni." Esses adolescentes haviam até então trabalhado como diaristas drenando pântanos, como pedreiros, ou braçais nos velhos assentamentos judaicos. Seu sonho agora era de trabalhar pra si mesmos, cuidando da terra. Eles chamaram sua comunidade de "Degania", em homenagem aos cereais que eles cultivavam ali. Sua comunidade se desenvolveria como o primeiro kibutz.
Os fundadores de Degania trabalhavam duramente tentando reconstruir aquilo que eles viram como sua terra ancestral e espalhar a revolução social. Um pioneiro mais tarde disse "o corpo está esgotado, as pernas falham, a cabeça dói, o sol queima e enfraquece." Em alguns momentos metade dos membros do kibutz não podiam se apresentar para trabalhar. Muitos homens e mulheres jovens deixaram o kibutz para vidas mais fáceis nas cidades da Palestina judaica ou na
Diáspora.Apesar das dificuldades, os kibutzim cresceram e proliferaram. Em 1914, Degania tinha cinquenta membros. Outros kibutzim foram fundados ao redor do Mar da Galiléia e no próximo Vale Jezreel. Os fundadores de Degania logo deixaram Degania para tornarem-se apóstolos de agricultura e socialismo para novos kibutzim.
Os kibutzim durante o mandato britânicoO fim do Império Otomano logo após a I Guerra Mundial, e o início do Governo Britânico da Palestina foi bom para os yishuv e kibutzim. As autoridades otomanas tinham tornado a imigração para a Palestina difícil para os judeus e eles também faziam com que a compra de terras fosse problemática. Isso afetava os muçulmanos, cristãos e judeus igualmente. Os otomanos eram péssimos administradores também.
Apesar da mudança de governo na Palestina, os kibutzim e toda a yishuv cresceu como resultado do aumento do anti-semitismo na Europa. Em contraste com a previsão anti-sionista que os judeus tinham feito antes da I Guerra Mundial, a disseminação de idéias liberais não era irreversível e a posição de judeus em muitas sociedades da Europa Central e do Leste realmente deterioraram.
Os judeus sofreram severamente na
Guerra Polonesa-Soviética e a Guerra Civil Russa. Apesar das mortes serem pouca coisa se comparadas com o derramamento de sangue da recente I Guerra Mundial, os pogroms de 1918-1920 realmente fariam os pogroms dos anos 1880 e 1900 parecerem cócegas.
"Os primeiros grandes pogroms aconteceram em Zhitomir e Berdichev, velhos centros judaicos", Walter LaQueur escreveu em seu A History of Zionismo (Uma História do Sionismo),
de onde eles se espalharam para Proskurov (onde mil e quinhentos judeus foram mortos) e arredores. Ao todo, por volta de quinze mil judeus foram mortos nesses ataques e muitos mais feridos. Muito das propriedades dos judeus foi destruído. O número de mortes foi muito maior do que nos progroms pré-guerra. A vida humana havia se tornado sem valor após 1914, e enquanto que a morte de algumas dúzias de vítimas em Kishinev causou uma onda de protestos no mundo civilizado, o assassinato de milhares 1919–1920 não causou qualquer movimentação. (LaQueur,)
Ao passo que os pogroms após a morte de Alexandre II e os pogroms de Kishinev causaram Aliás em massa, tambémo fizeram os pogromsda guerra civil russa. Dezenas de milharesde judeus russos imigraram para a Palestina no começo dos anos 1920, em uma onda chamada de "Terceira Aliá".
Após a consolidação de poder
Bolchevique, os judeus da Rússia e Ucrância foram assegurados de sua integridade física, apesar que nenhum deles podia emigrar. No resto dos anos 1920 judeus imigrantes para a Palestina viriam de todo o resto da Europa Central e Oriental, a "Quarta Aliá". Esses imigrantes da Terceira e Quarta Aliá de fato fariam mais pelo crescimento do movimento kibutz que os imigrantes de grupos de imigrações prévias.
Os três milhões de judeus da
Polônia sofreram como resultado de boicotes em massa de seus negócios. O número de judeus praticando medicina e direito foi deliberadamente reduzido. Em 1930, antes que a Grande Depressão tivesse sequer chegado, um terço da comunidade judaica da Polônia era incapaz de pagar impostos específicos para a comunidade judaica. O governo polonês geralmente mantinha a justiça e a ordem, mas haviam muitos pogroms menores.
Os
romenos judeus também eram vítimas de intenso anti-semitismo. Os judeus eram retirados de muitas ocupações e grupos formados, como a Liga de Defesa Cristã Nacional e a Guarda de Ferro, cujos objetivos era a expulsão de todos os judeus.
Em outros países, o anti-semitismo institucional não foi tão alijante quanto foi na Polônia ou Romênia, apesar que havia virulento anti-semitismo generalizado.
Parcialmente baseado nos movimentos juvenis alemães e os
Escoteiros, movimentos juvenis sionistas judaicos floresceram nos anos 1920 em virtualmente todas as nações européias. Movimentos juvenis vieram em cada sombra do espectro político. Haviam movimentos direitistas como o Betar e movimentos religiosos como o Bachad, mas a maioria desses movimentos juvenis sionistas eram socialistas como Dror, Brit Haolim, Kadima, Habonim e Wekleute. Dos movimentos juvenis esquerdistas o mais significante na história do kibutz foi o marxista Hashomer Hatzair. Nos anos 1920 os movimentos juvenis com orientação de esquerda se tornariam alimentadores dos kibutzim.
Em contraste a aqueles que vieram como parte da Segunda Aliá, esses membros de grupos juvenis tinham algum treinamento agricultural antes de embarcarem. Membros da Segunda e da Terceira Aliá também tinham menos chance de serem russos, uma vez que a emigração da Rússia estava bloqueada após a
Revolução Russa de 1917. Os judeus europeus que se assentaram em kibutzim entre as Guerras Mundiais eram de outros países na Europa Oriental, incluindo a Alemanha. Finalmente, os membros da Terceira Aliá estavam à esquerda dos fundadores de Degania, e acreditavam que o voluntarismo socialista poderia funcionar para qualquer um. Eles se consideravam um movimento vanguardista que inspiraria o resto do mundo.
Degania nos anos 1910 parece ter confinado suas discussões para assuntos práticos, mas as conversações da próxima geração nos anos 1920 e 30 eram discussões abertas do cosmos. Ao invés de haver reuniões em uma sala de jantar, reuniões aconteciam ao redor de fogueriras. Ao invés de começar uma reunião com uma leitura de minutos, uma reunião começaria com uma dança grupal. Relembrando sua juventude em um kibutz às margens do Mar da Galiléia, uma mulher recordou "Ó, que lindo que era quando todos participávamos das discussões, [eram] noites de busca de um pelo outro - é assim que chamo aquelas noites santificadas. Durante os momentos de silêncio, me parecia que de cada coração uma faísca saltaria, e as faíscas se uniriam em uma grande chama penetrando os céus…. Ao centro de nosso acampamento uma fogueira queima, e sob o peso da Hora a terra geme um gemido rítmico, acompanhado por músicas excitantes." (Gavron,)
Os kibutzim fundados nos anos 1920 tinham a tendência de serem maiores que os kibutzim como Degania que foram fundados antes da I Guerra Mundial. Degania tinha doze membros em sua fundação. Ein Harod, fundado apenas dez anos depois, começou com 215 membros.

Concomitantemente os kibutzim cresceram e floresceram nos anos 1920. Em 1922 eles eram meros 700 indivíduos vivendo em kibutzim na Palestina. Em 1927 a população do kibutz estava se aproximando dos 4.000. Ao final da
II Guerra Mundial a população de kibutz era de 25.000, 5 por cento de toda a população da yishuv.
O crescimento dos kibutzim permitiu ao movimento diversificar em diferente facções, apesar que as diferenças entre kibutzim eram sempre menores que suas similaridades. Em 1927, alguns novos kibutz que foram fundados pelo
HaShomer Hatzair se uniram para formar uma associação de alcance nacional, Kibutz Artzi. Por décadas, Kibutz Artzi seria a esquerda dos kibutzim. Em 1936, a Federação do Kibutz Artzi fundou seu próprio partido político chamado a Liga Socialista da Palestina mas popularmente conhecida como Hashomer Hatzair. Fundiu-se com outro partido de esquerda para se tornar Mapam uma vez que o Estado de Israel foi estabelecido.
Os kibutzim da Artzi eram mais devotados à
igualdade dos sexos que outros kibutzim. Uma mulher de um kibutz da era dos anos 1920, 1930 chamaria seu marido ishi — "Meu homem" — ao invés da palavra usual hebraica, ba'ali, que literalmente significa "Meu mestre".
Em 1928, o kibutz Degania e outros pequenos kibutzim formaram juntos um grupo chamado "Chever Hakvutzot", a "Associação de Kvutzot". Os kibutzim do Kvutzot deliberadamente ficaram abaixo de 200 em população. Eles acreditavam que para a vida coletiva funcionar, os grupos deveriam ser pequenos e íntimos, ou então a confiança entre os membros seria perdida. Os kibutzim do Kvutzot também abriram mão de afiliações com movimentos juvenis na Europa.
A corrente principal do movimento kibutz ficou conhecida simplesmente como "Kibutz Unido", ou "Kibutz Hameuhad". Kibutz Hameuhad acusou Artzi e os kvutzot de elitismo. Hameuhad criticaram Artzi por pensar em si mesmo como uma elite socialista, e eles criticaram os kvutzot por permanecerem pequenos. Os kibutzim do Hameuhad abrigaram quantos membros eles podiam. Givat Brenner consequentemente chegou a ter mais de 1.500 membros.
Também haviam diferenças na religião. Os kibutz do Kibutz Artzi eram
seculares, mesmo firmemente ateus, orgulhosamente tentando ser "monastérios sem Deus". A maioria dos kibutzim da corrente principal também desdenhavam o Judaísmo Ortodoxo de seus pais, mas eles queriam que suas novas comunidades tivessem características judaicas mesmo assim. As noites de Sexta-feira ainda eram "Shabat" com um pano de mesa branco e comida de qualidade, e trabalho não era feito aos Sábados se pudesse ser evitado. Mais tarde, alguns kibutzim adotaram o Yom Kipur como o dia para discutir receios em relação ao futuro do kibutz. Os kibutzim também tinham bar mitzvás coletivos para suas crianças.
Se os kibutzniks não rezavam diversas vezes ao dia, marcavam festividades como
Shavuot, Sucot e Pessach com danças, banquetes e celebrações. Um feriado judaico, Tu B'shvat, o "aniversário das árvores" era substancialmente revivido por kibutzim. Em todos eles, feriados com algum componente natural, como Pessach e Sucot, eram os mais importantes para os kibutzim.
O movimento kibutz desenvolveu uma facção ultra-religiosa tardiamente em sua história, um grupo hoje chamado
Kibutz Dati. O primeiro kibutz religioso foi Ein Tzurim, fundado em 1946. Ein Tzurim era localizado primeiro próximo a Safad, depois próximo a Hebron no que agora é chamado de Cisjordânia, e por fim no Negev. Kibutzim religiosos são obviamente religiosos, mas eles eram e são igualmente coletivistas que os kibutzim seculares. Alguns kibutzim religiosos agora se identificam com o "Hassidismo hippie" de rabinos como Shlomo Carlebach.
Os kibutzim na construção do Estado israelenseEm tempos otomanos os kibutzim se preocupavam com violência criminal, não violência política. A falta de hostilidade árabe se dava devido ao pequeno número de judeus no país naquela época. A oposição árabe aumentou na medida em que a Declaração de Balfour e a onda de aliás de judeus à Palestina começou a desequilibrar o balanço demográfico da área. Houve sangrentos protestos anti-judaicos em Jerusalém em 1921 e em Hebron em 1929. No final dos anos 1930 a violência árabe-judaica se tornou virtalmente constante, uma época chamada de o "Grande Levante" na historiografia Palestina.
Durante o Grande Levante, os kibutz começaram a assumir um papel militar mais previdente do que eles tinham anteriormente. Rifles foram comprados ou fabricados e mais membros de kibutz executavam manobras e exercícios e praticavam tiro.
Yigal Allon, um soldado israelense e político explicou o papel dos kibutzim nas atividades militares da yishuv.
O planejamento de desenvolvimento de assentamentos sionistas pioneiros foram desde o início pelo menos parcialmente determinados por necessidades político-estratégicas. A escolha da localização do assentamento, por exemplo, era influenciada não apenas por considerações de viabilidade econômica mas também e sobretudo pelas necessidades de defesa local, estratégia de assentamento global, e pelo papel que tais blocos de assentamento poderiam desempenhar em algum futuro, talvez decisivo em qualquer confronto. Dessa forma, terra era comprada, ou muitas vezes melhorada, em partes remotas do país. (citação em Rayman,)
Os kibutzim também ajudaram a definir as fronteiras do futuro estado de Israel. No final dos
anos 30, quando a Palestina estava prestes a ser dividida entre árabes e judeus, foram criados kibutzim em locais remotos para aumentar as chances da terra ser incorporada a Israel, não a um estado palestino. Muitos deles foram feitos, literalmente, da noite pro dia. Em 1946, um dia depois do Yom Kippur, doze novos kibutzim precários foram feitos às pressas no norte do Deserto de Negev para reclamar essa área seca, mas estratégica, para Israel.
Nem todos os habitantes do kibutzim procuraram expandir o território do futuro estado judeu. A facção esquerdista e
marxista do movimento Kibutz, Kibbutz Artzi, foi a última grande força entre os yishuv a favor de um estado binacional, e contra a divisão. O Kibbutz Artzi, entretanto, ainda queria a livre imigração judaica, à qual os árabes se opunham.
28. Kibutz UrbanoNos anos noventa, alguns jovens, em sua maioria originários de kibutzim tradicionais, procuram realizar um novo desafio, criar dentro dos centros urbanosnovos kibutzim. Esses jovens vinha de uma critica que o tradicional kibutz , estava fora da realidade do contexto da sociedade global e perdeu o seu maior sentido de realizar mudancas socio- economicas em Israel .
O Kibutz Urbano e uma experiência comunitária, que tem como objetivo principal contribuir de forma direta para o bem-estardo bairro, buscando integrar os membros do kibutz com os demais habitantesdo bairro e da cidade. Os jovens que vivem nos kibutz urbanos, acreditam que a luta por uma plataforma de trasformar Israel num estado de justiça social , e em suas atividade procuram soluções para os problemas dos bairro, organizando seus cidadões para reevindir seus direitos e melhorar a qualidade de vida , esses kibutzim Urbano se tornou o grande desafio da sociedade israelense.
Em 1995, A Organização do movimento Kibutziano em 1995 reconheceu a legitimidade desses kibutzim , sendo eles hoje parte integrante do movimento kibutziano com direito legal, a recursos financeiros do Movimento. Suas estruturas sãigualitarias os membros trabalham, e depositam o seu dinheiro na caixa unica que garante a todos educação, moradia, saude e benm estar social. As decisões sãdecididas nas assembleias onde todos os membros votam por todos os assuntos ligados a vida do kibutz.
Apesar da experiência do Kibutz Urbano ser recente essa estrutura vem sendo uma nova forma de sociedade alternativa em Israel , já foram implantados 4 kibutzim urbanos laicos e religiosos, em vários pontos de Israel, Migvan em Sderot, no; em Migdal Haemek, ao norte; em Beit Shemesh e O Kibutz Beit Israel em Jerusalém.
29. Comuna de Estudante
Paris, 10 de maio de 1968. No Quartier Latin (Bairro Latino), alguns milhares de estudantes iniciariam ao fim do dia uma marcha de protesto contra as prisões de vários colegas pertencentes ao grupo Enragés, da Universidade de Nanterre. Pelas ruas do bairro, o grafite“É proibido proibir – Lei de 10/05/1968” prenunciava umas das mais importantes sentenças da comuna estudantil que ali estava para nascer. Ao fim do dia mais de vinte mil estudantes põem-se em marcha pela Rua Gay Lussac para logo se defrontarem com a polícia (CRS Corpo Republicano de Segurança), estabelecendo-se naquela noite um dos confrontos violentos da história da república francesa. As barricadas erguidas com carros e o confronto generalizado dos estudantes com a polícia colocavam nas ruas de Paris o fantasma acontecimentos da Comuna de Paris (1871). Na “noite das barricadas” da comuna estudantil do Quartier Latin inaugurou-se aquela seria uma expressão emblemática dos grandes conflitos sociais do século XX. No quadro histórico das lutas sociais anticapitalistas os acontecimentos do Maio de 1968 representaram efetivamente a generalização da grande recusa por parte dos estudantes e dos trabalhadores modelo social do capitalismo tecnocrático que o mundo via organizar-se na transição sociedade fordista ao modelo societário da acumulação flexível da sociedade (pós- fordista) toyotista centrada em práticas organizacionais crescentemente tecnocráticas. Das barricadas da comuna estudantil acendeu-se um estopim de protestos generalizados que levou em menos de três semanas a uma greve geral por todo o país o espantoso número de mais de dez milhões de trabalhadores paralisando praticamente todos os setores produtivos da sociedade. Nunca uma potência capitalista estivera sob ameaça tão grave de destruição de suas instituições políticas. Estudantes e trabalhadores em voz uníssona recusaram-se durante mais de um mês qualquer diálogo com as representações políticas tradicionais nas negociações entre capital trabalho no capitalismo. Estudantes e trabalhadores generalizaram aquilo que Karl definia como o “poder social”, com a grande recusa do movimento social as instituições capitalistas desabavam a olhos vistos na sua completa vacuidade de sentido histórico.
partidos, nem sindicatos, nem o parlamento ou qualquer outra agência governamental podia assumir-se como porta – voz da colossal manifestação social que varria as ruas do país. comuna de estudantes e trabalhadores definiram-se práticas sociais de novo tipo, de solidariedade radical nunca antes vista nessa proporção e magnitude na história das lutas anticapitalistas do século XX. França: lutas sociais anticapitalistas no maio de 1968 João Alberto da Costa Pinto

30. Ações de Não-violênciaE uma prática de atuação que consiste usar métodos de pressão ideológica e politica sem usar a violência, usando métodos de protestos como resposta contra a violência. A não violência e um movimento ideológico que usa todo tipo de protestos e manifestações não violenta para alcançar objetivos sociais, políticos e ecológicos.
Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973 traduzido ao portugues.

31. Métodos não violentos
Desobediência civil consiste por exemplo não pagar impostos ou cumprir qualquer lei que considere injusta, abusiva ou opressiva. a desobediência civil já existe desde os tempos bíblicos, Moisés na libertação do Povo judeu da escravidão no Egito, usou o método de desobediência pacífica. Na Historia moderna podemos sentir a desobediência civil no exemplo de Henry David Thoreau, inconformado radical de Massachusetts (EUA), que em 1885 se negou a a pagar impostos ao estado que apoiava escravidão humana, também a negação ao serviço militar na guerra de Vietnã, o movimento dos Oficiais em Israel contra o serviço no Líbano ou nos territórios ocupados, a negação fiscal na Espanha aos gastos a pesquisa cientifica com objetivos militares e outros. A Greve De Fome , Se baseia em negar ingerir alimentos ate que se cumpra as reivindicações, temos como exemplo a greve de fome realizado por Gandhi , que criou um grande problema ao poderoso império Britânico, tendo Gandhi com esse ato conseguido uma grande simpatia e apoio da comunidade mundial para seus objetivos. O boicote de Produtos e Empresas Consiste em negar a comprar e consumir um produto ou usar um serviço, que coloque em risco a ecologia ou que a empresas ou o tipo de serviço não cumpri com os direitos sociais e econômicos dos trabalhadores e respeito os direitos das crianças como dos seres humanos. Martin Luther King, organizou um boicote contra empresas de ônibus em Alabama, abaixo do slogan "I am a Man" (eu sou um homem)
Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973 traduzido ao portugues.

32. Manifestações PacificasConsiste em criar marchas pacíficas manifestando as reivindicações ao estado ou ao governo sobre um determinado tema, essas manifestações podem ser individuais, em pequenos ou grandes grupos.
Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973 traduzido ao portugues.
33. O Bloqueio Consiste criar um bloqueio com o próprio corpo tentando freia como protesto a realização de uma decisão governamental ou de empresas que podem prejudicar ao meio ambiente ou a população de forma geral exemplo o bloqueio realizado na Alemanha para freia os comboios de resíduos nucleares para serem depositado e armazenado no solo. O Movimento Não Violência, geralmente usado como sinônimo de pacifismo procura alancar seus objetivos em conjunto com princípios morais, éticos e sociais, em novembro de 1998 a assembléia geral das nações unidas declarou que no decênio de 2001 a 2010 será o decênio de promover a cultura da não-violência e paz em benefício a todas as crianças do mundo.Vida Simples, simplicidade voluntária .Essa idéia se refere a uma forma de vida não agressiva no mas amplo sentido. A Simplicidade voluntária e um estilo de vida que a pessoa por várias razão, elas podem ser espirituais, saúde e ecológica. Podem ser também por razão de justiça social como forma de rechaçar o consumismo do capitalismo global. A simplicidade voluntária e uma prática anti consumista, atuam conscientemente para reduzir o consumo e produzir o que for possível, usam o meio da troca de excedente agrícolas e prestações de serviços. Se relacionam com a idéia de consumir, viver de forma simples e usar o tempo disponível para se dedicar aos amigos, as artes e atividades sociais.
Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973 traduzido ao portugues.

34. A desobediência civil
Escrito do americano Henry David Thoreau após ter sido preso pelo Estado por não pagar seus impostos. Negou-se a pagá-los porque estes financiavam a guerra contra o México, que na época teve grande parte de seu território anexado pelos EUA. Ao contrário, porém, de alguns que mais tarde pretenderam praticar a desobediência civil, entendia que devia arcar com as conseqüências de seus atos e deixou-se prender. O próprio fato de ir para a cadeia, por suas convicções, teve papel importante, tanto do ponto de vista do uso de instrumentos pacíficos e não violentos contra a violência, quanto do ponto de vista da persuasão de pessoas que inicialmente discordariam de suas idéias. De caráter anarquista e libertário inspirou Gandhi, Leo Tolstoi, Martin Luther King Júnior e o movimento hippie e que tem tendências anarquistas. A mudança social e possível sem o uso da violência , consiste em derrubar as estruturas atuais que se baseiam em sua pratica a opressão social e econômica e violência . Para aqueles que crêem em uma sociedade alternativa, fundamentada nos pilares de solidariedade e justiça e querem combater a sociedade atual a forma mas eficaz para ser realizar mudanças sociais, políticas e econômicas e a construção de atos de desobediência civil de ação direta não violenta. Existe uma grande variedade e formas de criar um processo novo de mudança na sociedade, partindo para ampla consciência individual, que se transforme em atos coletivos organizados . Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973.

35. ABC das ações de Não Violençia:

Declarações Formais

1. Manifestação em lugares públicos 2. Cartas de apoio 3. Declarações por parte de Instituições. 4. Abaixo assinados 5. Carte de manifesto e acusação e reivindicação 6. Petições de massa Comunicações dirigidas a um amplo publico 7. Criação de poster com caricaturas e símbolos antigovernamental 8. criação de Bandeiras, poster com palavras de ordem. 9. Criação de livretos populares 10. Criação de jornal e revista populares distribuição gratuita nas ruas e nos meios de traspor-te. 11. Criação de gravações e filmes curtas na internet 12. Pichações de muro.

Atos Públicos
13. Montar Guarda de piquetes 14. Fazer Grupos de pressão 15. Realizar enterro simbólico 16. Realizar teatro de sátiras politicas de rua 17. Exibição de bandeiras e símbolos de lutas sociais e ecológica 19. Uso de símbolos na vestimenta 20. Organizar orações e ritos de protestos 21. Usar luzes e velas simbólicas
Pressões governamentais
31."Perseguir" as autoridades 32. Burlar as autoridades 33. Fazer vigílias nas instituições governamentais Representações dramáticas e musicais 34. Realizar Sátira Popular 35. Representações de musica de protesto 36. Cantar hinos populares

Pressões
37. Marchas 38. Desfiles (marchas organizadas em sinal de protesto) 39. Realizar Processões religiosas 40. Fazer Peregrinações (Gandhi en 1947) 41. Fazer desfile motorizados.
Homenagens falecidos
42. Luto político 43. Funeral satíricos 44. Manifestações em funerais 45. Realizar Homenagens aos que morreram lutando por causas justas .

Assembléias públicas
46. Realizar assembléias de protestos ou apoio 47. Realizar reuniões de protestos. 48. Realizar reuniões de protestos camuflados 49. Realizar seminários de concientização

Renuncias Sociais
50. Greve de silêncio 51. Andar em volta as instituições governamentais 52. Sentar no chão em protesto 53. Boicote social 54. Boicote social seletivo 55. Greves de estudantes 56. Desobediência social 57. Realizar julgamento publico das autoridades 58. Ficar em casa 59. Desobediência l total 60. Greve Italiana 61. Desaparição coletiva

Boicotes economicos
62. Boicotes dos consumidores 63. Negar-se a consumir produtos boicotados 64. Política de austeridade 65. Não pagar impostos 66. Boicote nacional de consumidores 67. Boicote internacional de consumidores 68 Criar certificados de consumo social ecológico 69. Boicote de trabalhadores 70. Boicote de produtores 71. Boicote de distribuidores 72. "Greve" de comerciantes 73. Retirada de depósitos bancários 74. Negar-se a pagar tarifas bancarias e imposto sobre serviços 75. Retirada de fundos de créditos 76. Fazer listas negras de fabricantes que abusam dos direitos sociais e não preserva o meio ecológico. 77. Embargo de produtos de paises que cometem genocidios e destruicao ecologica.

Desobediência politica
78. Boicote aos orgões legislativos 79. Boicote as eleições 80. Boicote aos cargos públicos 81. Boicote de departamentos, agencias y outros organismos governamentais 82. Retirada de las instituições educativas governamentais 83. Boicote a organizações respaldadas pelo governo 84. Negar a colaborar com agentes da autoridade

Intervenção física
85. Ocupação sentada 86. Ocupação de pe 87. Entrar en meios de transporte público e fazer discurso e panfletagem 88. Ocupar uma praia ou uma praça publica e declarar estado livre independente. 89. Ocupar rezando 90. Fazer barreiras humana para ocupar um espaço
Intervenção social
91. Estabelecer uma nova pauta social 92. Sobrecargas as instalações governamentais 93. Sobrecarregar um negocio ou um estabelecimento que não cumpri com os direitos sociais e ecológicos. 94. Entrar em um lugar gritando 95. Representação teatral tipo guerrilha 96. Criar Instituições sociais alternativas 97. Criar um sistema de comunicação alternativo (jornal, rádio etc..) Interverções econômica. 98. Greve inversa (ocupar uma fabrica e declarar propriedade dos trabalhadores) 99. Ocupar fabricas e se fechar nos lugares de trabalho ate o cumprimento das reivindicações. 100. Apropriação não violenta de terrenos . 101. Comprar recursos para impedir que outros tenham aceso a eles 102. Dumping (venda deliberada de mercadoria a preço de custo.) 103. Compra seletiva 104. Criar mercados alternativos 105. Criar meios de transporte alternativos 106. Criar Instituições econômicas alternativas .

Intervenção política
107. Sobrecarga os sistemas administrativos .
108. Divulgação da identidade de agentes secretos e de agentes policiais. 109. peregrinação ativa nas portas de cárceres de solidariedade a pessoas presas por motivo ideológico que lutam por direitos sociais e ecológicos 110. Criar um governo paralelo .

Referençias Bibliograficas:




Internet:


http://es.wikipedia.org/wiki/Kibutzim








Artigos:



 Singer Paul Desenvolvimento capitalista e desenvolvimento solidário 2004

Windholz, Davi Manifesto do Grito Manso 2008

Fucs Bar Jayme – Movimento do Grito Manso 2007

Roca Josep Rodriguez - Alonso Varea Jose Manuel (Coord.) Repensar la intervención social: los escenarios actuales y futuros  - Col.legi Oficial de Psicòlegs de Catalunya Secció de Psicologia de la Intervenció Social2003

Huntingthon Samuel, O Choque das civilizações 1997

Gadotti, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo, Petropolis, 2001.



Bringe Breno l  e Echart Muñoz Enara Dez anos de Seattle, o movimento antiglobalização  e a ação coletiva transnacional



Livros:

Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973. 

Díaz-Plaja, Guillermo,  Los paraísos perdidos : la actitud hippy en la historia Barcelona, España : Seix Barral 1970

Friedman Thomas, O Mundo é Plano—Uma História Breve do Século XXI, Editora Actual , 2005

 Pescio, Juan José y Nagy Patricia "Hacia una cultura solidaria y no violenta", , 2010, Bs. As.

Bauman, Zygmunt. Globalização: as consequencias humanas. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1999

Soros, George.  Globalização  Editora Campus, 2003

Um comentário:

  1. Olá,

    Eu publiquei parte do seu post lá no blog da sociedade alternativa pra dar mais destaque ao seu estudo. Se voce quiser fazer alguma contribuição ao blog da sociedade alternativa eu terei o maior prazer em adicioná-lo aos colaboradores.

    http://sociedadealterativa.blogspot.com/

    Abraços.

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