sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma Breve História das Sociedades Alternativas Atualizada em 2012 - Jayme Fucs Bar

1- Introdução:
Tomei a iniciativa de organizar esse importante material sobre o tema sociedade alternativa, como forma de ajudar a ampliar e aprofundar o conhecimento de todos aqueles que se perguntam e procuram um novo caminho para o pensamento das possibilidades de criar espaços de sociedades alternativas a forma de vida de uma sociedade que procura seus valores em base do lucro, do consumista e individualização do ser .
Parte dos textos neste trabalho, foram pesquisadas numa grande e diversas fontes bibliograficas, internet e artigos e publicações.

 A primeira pessoa a usar o termo sociedade alternativa foi o Francês François Fourier (1837) e o Inglês Robert Owen (1858) foram socialistas utópicos, usara, pela primeira vez o termo sociedade alternativa no princípio do seculo XIX , Fourier e Owen são considerados os pais do cooperativismo, eles foram fortes crítico do sistema capitalista de sua época foram adversário ativo a industrialização, e ao urbanismo, lutaram contra o liberalismo e a competição do mercado. Acreditavam numa sociedade alternativa cooperativista autônomo e auto-suficiente. Acreditava que o cooperativismo asseguraria uma sociedade justa.
Fourier chamou essa sociedade de " falanges"( Comunidades). Owen se dedicará a escrever e defender uma visão de cooperativismo negando as instituições como, estado, família, religião, Acreditava que essas instituições limitavam a liberdade dos seres humanos. Fourier na França criara várias cooperativas a mais famosa foi a Coopérative des bijoutiers en Doré e Owen na Inglaterra, ira influenciar de forma ativa na criação das futuras estruturas cooperativista que irão surgir na Inglaterra. Fourier foi também o primeiro a reivindicar uma sociedade onde as mulheres deveriam ser emancipadas, e teriam direitos iguais aos homens. Owen se pode considerar seus pensamentos pedagógicos, defendia a tese que as condições de vida de um individuo se pode melhorar, se construirmos um ambiente de vida favorável ao ser humano, acreditava que seres humanos nascem bons por natureza e pelas circunstância social e econômica deixa de ser.

Carl Marx(1883) , Moises Hess (1875) e Michael Bakunim,(1876) serão as primeiras pessoas a usarem o termo "sociedade alternativa" dentro de uma visão do "socialismo científica" de mudanças sociais e econômica, sendo que durante todas as décadas do seculo XIX , o usos da frase "sociedade alternativa" vai aparecer em diversos escritos e discursos dos grupos e organizações socialistas, anarquistas e pacifistas.
No campo filosófico Martin Buber (1965) já no meado dos anos 20, escrevera vários textos sobre sociedade Alternativa usara o termo "A nova sociedade".Para Buber a Sociedade alternativa seria aquele em que os seus cidadãos se dividiriam em pequenas comunidades autônomas e independentes, viveriam organizados em pequenas estruturas auto-suficientes de ajuda mútua entre comunidades, seriam comunidades organizadas não só de característica cooperativista rural, mais também urbana, espiritual e cultural. O estado teria a função de incentivar e ajudar a estruturar essas comunidades.

Nos anos 40 Mahatma Gandhi (1948) defendera o termo sociedade alternativa, como forma de criar uma revolução social e econômica sem violência, onde nesta sociedade os serviços sociais, os transportes, a produção econômicas habitação, a saúde, a cultura e a arte seriam acessíveis a toda a sociedade. Gandhi praticou uma revolução não violenta para a Índia, sua luta foi por "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida, se tornou mais do que um socialista. Ele havia dito, "Violência é criada por desigualdade, a não-violência pela igualdade".

2. O anarquismo e a sociedade Alternativa.
A questão persecutória por excelência entre os anarquistas no decorrer da história é: como seria possível uma Sociedade Alternativa se cada ser humano pensa de uma forma diferente não seria permeada por inúmeros conflitos, guerras, antagonismos?
A resposta a essa questão, defendida pela maior parte dos anarquistas é a de que apenas o desenvolvimento virtuoso da educação (Pedagogia Libertária) – permeada pela autodidática, interesse natural, relativismo cultural e antidogmatismo – proveria as pessoas do desenvolvimento humano efetivo. Assim, embora os conflitos façam parte da Sociedade Alternativa – e a desenvolvam estruturalmente por essa relação dialética –, eles seriam transferidos do plano físico – como é o caso das guerras atuais para o plano do diálogo como prima a Democracia Direta , sendo negociados de forma pacífica, consciente, racional e, acima de tudo, humana, já que o interesse, o calculismo, não estaria mais regendo as instâncias conflitivas. Em outras palavras, independentemente do resultado do embate, ninguém sairia em posição privilegiada.

3. Sociedade Alternativa de Raul Seixas
Raul Seixas (1989)defendida uma filosofia de criar uma sociedade alternativa, suas ideias estavam bastante influenciada pelo ocultista britânico Aleister Crowley (1947) e sua Lei de Thelema: "Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei."Os escritos de Aleister Crowley influenciou muito Raul Seixas,e tambem o seu parceiro musical hoje o famoso escritor Paulo Coelho. Os dois fundaram na década de 1970 um movimento "A Sociedade Alternativa". Essa Sociedade Alternativa de Raul Seixas e Paulo Coelho era uma utopia quase exotérica, trascendental , que ia em contra com tudo e todo o sistema vigente, poucos entenderam as mensagens musicais de Raul Seixas na epoca, porem criou um estilo de musica e manifestacao cultural nova , especialmente numa epoca de opressao da ditatura militar brasileira.
"Sociedade alternativa, Sociedade novo aeon, É um sapato em cada pé, É direito de ser ateu, Ou de ter fé, Ter prato entupido de comida, Que você mais gosta, É ser carregado, ou carregar gente nas costas, Direito de ter riso de prazer, E até direito de deixar, Jesus Sofrer" (Raul Seixas)

4. Movimento Hippie
Nos finais dos 1950, o termo sociedade alternativa estara muito relacionada a contracultura, e o Movimento Hippie sera uma dessas grandes correntes que se manifestara o termo sociedade alternativa , a contracultura tera uma caracteristica juvenil revindicadora , defenderao uma sociedade de novos volores sociais e culturais. A "sociedade alternativa" do movimento Hippies estara Inspirada numa vida comunitária alternativa , se organizaram comunas igualitarias onde negavam o nacionalismo a Guerra do Vietnã, abraçavam todos os aspectos de religiões como o budismo, hinduismo, e as culturas nativas norte-americanas, defendiam o amor livre e a igualdade entre os sexos.

5. O Provo
Em Maio de 1965 na Holanda, o grupo contracultura holandês chamado Provo que tinha como característica lutar por conquistas sociais, usando a não violência e baseados em princípios anarquistas, organizou um grande Happenings distribuiu milhares de panfletos anunciando a fundação do movimento Provo " Plano branco " sua primeira ação com grande êxito e repercussão mundial foi denunciar a péssima qualidade do transporte público da cidade de Amsterdã, com fim de manifestar essa insatisfação popular, os "Provos" invadiram as ruas de toda a cidade com milhares de bicicletas pintadas de branco, onde circulavam na direção contrária do trânsito. Os provos conseguiram com essa ação, criar um colapço em todo o trânsito de Amsterdã, colocaram a questão do trânsito de Amsterdã como assunto principal no governo, e na opinião pública, conseguindo mudanças significativas, na organização do meio de transporte público em toda a Holanda. Os Provos tiveram também outros êxitos entre eles foi na organização de pintar as chaminés das fábricas e casas poluidoras do meio ambiente de branco, também organizaram manifestações para o direito das mulheres de receber assistência medica gratuita, e também criaram o plano branco dos "Rumores" que consistia em difundir rumores em todos os meios de comunicação, sobre temas de importância social e econômica, a fim de criar uma consciência e discussão nacional sobre esses problemas.

6. Os happening
Esse Conceito de Contracultura iniciada pelos Provos tiveram repercussão em outros lugares da Europa principalmente na Inglaterra, onde foi criada a idéia dos hapennings. Os happening tiveram manifestações culturais e artísticas nas ruas, promovendo a cultura e arte popular gratuita e aberta a todas, onde organizavam exposições e concertos nos lugares público, essas manifestações culturais populares, muitas vezes se transformavam em ato público de reivindicações e rebeldia a sociedade vigente. Essa idéia dos Happening se espalhou para todo o mundo e foi parte integral dos movimentos alternativos dos anos setenta.

7. Os Diggers
Em San Francisco nos Estados Unidos no bairro de Haight-Ashbury os Diggers formaram um movimento de teatro popular de rua, eles reivindicavam pelo direito a cultura gratuita, criaram festas e festivais nas ruas gratuitos, tinham um forte carácter político desafiante a sociedade americana, eles realizaram o desfile da morte ao dinheiro, como forma de contestar a cultura capitalista americana, Os Diggers criaram constantes manifestações e actos antigovernamental, foram acusado de criminosos da ordem pública, e conspiradores da ordem nacional, principalmente depois que conseguiram criar um grande distúrbio na convenção nacional democrata de 1968. Muitos foram presos e processados.

8. O New Age
O Movimento New Age , foi um conjunto de elementos de manifestações culturais, políticas e espirituais, que tinham como objetivo de transformar a sociedade e o individuo através de uma procura de alternativa a sociedade consumista. Tinha uma visão utópica e as vezes ate messiânica, esses grupos de New Age tiveram uma grande produção cultural durante os anos oitenta, criaram um mercado alternativo de livros, musica, revistas, retiros e estudos sobre temas de alimentação natural, espiritualidade, medicina natural e em alguns casos criaram seitas pseudo religiosas com estruturas internas rígidas e autoritária, em contra partida o movimento New Age do Neopaganismo desenvolveu praticas espirituais dentro do esquema menos centralistas, onde procuraram dentro uma volta as origens das sociedades indígenas nativa americana.

9. O ecologismo
Ė um movimento que surgiu a partir do questionamento sobre o esgotamento dos recursos naturais e o futuro da vida no planeta. O ecologismo pressupõe um olhar ecocêntrico para pensar as políticas públicas. Os ecologistas são conhecidos também como "Verdes". O primeiro partido ecologista do mundo surgiu na Nova Zelândia em 1976, mas foi somente na década de 1980, principalmente com os Verdes da Alemanha Ocidental, que o movimento ganhou força e notoriedade. Incorporando temas também ligados aos movimentos sociais emergentes de então (como o ambientalismo, o feminismo, o pacifismo e luta de identidade racial) à prática política, os verdes ocuparam importantes espaços de poder em todo o mundo. Esse fato, acirrou a divisão entre os chamados "realistas" (em geral, defendem o relaxamento de posições em troca de resultados eleitorais imediatos) e os "fundamentalistas" (mais apegados aos temas 'clássicos' do ecologismo). É difícil tentar enquadrar um movimento heterogêneo e complexo dentro de duas ou três categorias. Entretanto, a tensão entre a necessidade dos resultados eleitorais e a manutenção de bandeiras ditas "ruins de voto" pautou grande parte das discussões internas dos partidos verdes pelo mundo.

10. Ação Direta
São grupos de atuação auto organizadas de desobediência civil geralmente não violenta, que ocorrer por uma iniciativa individual ou de pequenos e grandes grupos, onde tem como objetivo dar uma resposta direta a uma determinada situação, usando os meios disponíveis, como greve, sabotagem,resistencia passiva, manifestação publica, greve de fome, ocupação publica, ou de instituições, muitas vezes usam outros métodos criativos como ação poética ou musical em praças publicas, criam cooperativas, e negócios e empresas autogestionário e independente. A ação direta não espera por processos políticos governamentais, procura resolver as questões sociais e politica de forma independente

11. A Economia Solidária
• Economia Solidária é uma forma de produção e distribuição de riqueza centrada na valorização do ser humano e não no capital. A base da Economia Solidária é associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de seus propios bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade à melhoria da qualidade da vida de todos os associados.
•A Economia Solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, que envolve a dimensão social, educacional ,a econômica, a política, a ecológica e a cultural. A Economia Solidária , alem da visão econômica de geração de trabalho e renda, a Economia Solidária se projetam no espaço comunitario amplo tendo com perspectiva a construção de uma comunidade socialmente justa e sustentável.
• O Estado e as organizações multilaterais de governança devem ser agentes subsidiários do desenvolvimento autogerido dessas Economia Solidária Nesse sentido, cabe ao Estado construir políticas públicas e firmar um marco legal para a pratica dessa Economia Solidária
Nas palavras do economista Paul Singer (1932 -).
"Ė um jeito bem diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para se viver. Sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o meio ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, sem patrão nem empregado, cada um pensando no bem de todas/os e no seu próprio bem. Dessa forma, a economia Solidária é uma prática social regida pelos valores da autogestão, democracia, cooperação, solidariedade, respeito à natureza, promoção da dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um projeto de desenvolvimento sustentável global e coletivo".

12. Finanças Solidárias
Nos anos recentes, principalmente a partir dos anos de 1970, especialmente com a repercussão da experiência do desenvolvimento do micro crédito em Bangladesh, de constituição do Graemen Bank, sob a liderança do prof. Mohammed Yunus(1940 -), este tipo de movimento passou a ser mais conhecido e estudado. Dentre os tipos das organizações de finanças solidárias, deste modo, podemos citar: Cooperativismo de crédito. Organizações de micro crédito e micro finanças. Bancos comunais.

13. Os Clubes de Troca
Clubes de Troca são espaços onde a gente leva coisas para trocar e não precisa levar nenhum dinheiro, só o dinheiro do clube. É uma pequena feira, um mercado de tipo diferente. As pessoas levam para essa feira o que produzem e que poderiam vender e também anunciam em cartazes o que sabem fazer. O princípio do clube de trocas é o seguinte: todos nós sabemos fazer alguma coisa: cortar cabelo, consertar um carro, pintar uma parede, tomar conta de crianças, dar aula de reforço escolar etc. E muitas vezes no terreno da casa da gente dá para plantar algum tomate, ou alface, ou até para ter umas galinhas botando ovos. A gente também tem muitas vezes em casa coisas que não usa mais, mas que ainda estão em um muito bom estado. Mas não temos como vender essas coisas. Não temos licença para vender na feira, ou no mercado, não temos escritório nem oficina montada, nem salão de cabeleireiro e nem temos onde dizer que sabemos ou que fazemos isto ou aquilo. O clube de trocas cria essa possibilidade usando uma moeda social em vez de dinheiro.

14. Sistema de troca de serviços
Ė Uma rede local de troca de intercambio sem objetivo de lucro, onde os serviços podem ser comercializados sem a necessidade de usar a moeda local. O sistema e simples e pratico, onde os membros associados a rede de trocas ganham créditos e trocam esses créditos em serviços de suas necessidades : Exemplo um carpinteiro necessita de concertar a parede de sua casa o pedreiro necessita reforma do armário da cozinha eles trocam esses serviços se beneficiando ao mesmo tempo. Esse e um sistema de troca direta.

15. A Rede de Colaboração Solidária
A Rede de Colaboração Solidária integra grupos de consumidores, de produtores e de prestadores de serviço em uma mesma organização. Todos se propõem a praticar o consumo solidário, isto é, comprar produtos e serviços da própria Rede para garantir trabalho e renda aos seus membros e para preservar o meio ambiente. Por outro lado, uma parte do excedente obtido pelos produtores e prestadores de serviços com a venda de seus produtos e serviços na rede é reinvestido na própria rede para gerar mais cooperativas, grupos de produção e microempresas, a fim de criar novos postos de trabalho e aumentar a oferta solidária de produtos e serviços. Isso permite incrementar o consumo de todos, ao mesmo tempo em que diminui volume e o número de itens que a rede ainda compra no mercado capitalista, evitando com isso que a riqueza produzida na Rede seja acumulada pelos capitalistas. O objetivo da Rede é produzir tudo o que as pessoas necessitam para realizar o bem viver de cada um.

16. O Movimento antiglobalização

O termo antiglobalização designa os que se opõem aos aspectos capitalista-liberais da globalização. É um movimento que reivindica o fim de acordos comerciais e do livre trânsito de capital. Opõem-se ainda os antiglobalistas à formação de blocos comerciais como o NAFTA e a ALCA. E um movimento social internacional formado por grupos ativistas de diversas procedências políticas e sociais, alguns dos que se identificam como antiglobalistas propõem, também, alternativas ao regime econômico capitalista, como o socialismo, o comunismo, o anarquismo ou a economia solidaria.
Também existe uma grande tendência de grupos que manifestam preocupação com danos ao meio ambiente e aos direitos humanos, Se opõem ao conceito que o neoliberalismo e a única alternativa viável de sociedade. Sua ideologia tem forte influência a esquerda política, porem existe vários grupos que se consideram antiglobalização que não se identificam com a política da esquerda antiglobalização se consideram independente.

17. A sociedade e-coexistencial
Necessitamos criar um sistema no qual o ser humano, a humanidade e o meio respeitem-se mutuamente, sem impor um ao outro, ou definir que um é superior ou mais importante que o outro. Numa relação simbiótica entre o individuo, o coletivo e o meio se dará a re-humanização do ser humano e da civilização ocidental.
A sociedade e-coexistencial baseia-se em primeira estância na Existência do individuo como único e especial. O individuo possui geneticamente uma formação única, diferente de qualquer outro ser humano, através de seu DNA. Seu perfil de inteligências, único também, lhe permite ter vivencias únicas e especificas a ele. Defino como vivencias, as experiências pela qual passa o ser humano, quando incorporadas ao seu ser através do sistema cerebral único, sendo absorvidas em matrizes de forma emocional e racional diferentes de qualquer outro ser humano, que criaria matrizes diferentes. Assim que, a visão de um padrão ideal de ser humano deixa de ser valida.
Eu existo. Eu sou o que sou. Mas somente no dialogo, na reflexão com o outro me torno consciente de meu ser. Passo a saber o que sou. Tenho uma identidade única. Neste dialogo tomo consciência do meu ser, de meus limites, de meu campo de vida.
Desta forma, a comunidade passa a ser um meio aos indivíduos. Ela se transformará na estrutura dialógica destes. O dialogo entre os indivíduos se realiza no encontro entre os indivíduos da comunidade, do minian no judaísmo (são necessárias dez pessoas para rezar, ou melhor, dialogar com D~us), no circulo, na cultura índia (os índios necessitam o circulo para dialogarem sobre seus medos e fantasias).Esta comunidade não tem significado próprio. Sua razão de ser é possibilitar o dialogo e o crescimento de seus membros. Ser o espelho do auto-conhecimento, da conscientização do ser humano, da existência.

18. Movimento "Grito Manso"
Por uma ação individual"O Grito Manso" é um ato de Ação Individual para criar uma massa critica de concientização humana para que seja possível realizar um grande movimento de transformação social, e ecológicos."O Grito Manso" é um movimento individual – coletivo, onde cada ser humano devera assumir uma postura conciente de realizar ações individuais no seu dia a dia. Ações individuais é boicotar produtos que não cumpri com obrigações sociais , não consumir produtos que prejudique o meio ambiente,ser voluntário em atividades de ação social,participar de atos contra as guerras e genocídios humanos,ser ativo na luta pelos direitos dos exclui-dos, tomar parte nas manifestações por justiça e por uma economia solidária.
A ideia do " Grito Manso", vem do livro falado escrito pelo educador Paulo Freire, que define que a verdadeira revolucao e o ato de conscientizar seres humanos, para um conciencia critica da sociedade,como forma de transformar-la e criar uma massa critica como forma de s libertar seres humanos a realizar acoes individuais coletiva como forma de criar "Um mundo menos malvado , menos feio , menos autoritário, mais democrático, mais humano"Esse movimento tem como forma de manifestar sua ação individual – coletiva criando um ciclos de concientizacao pessoal onde as pessoas assume a assumir praticas no seu dia a dia de realizar mudancas e podem ser no meio social, ecologico ou politico , as pessoas que se integram e assumem a ser parte da massa critica desse movimento colocam em suas roupas, nos carros,nas bicicletas,nas bolsas,nas janelas,uma fita de cor branca,escrito "O Grito Manso",fazendo escutar a ideia do "Grito Manso" em cada canto de nossa sociedade .

19. A Jardinagem Libertária
Jardinagem Libertária é um movimento, que surgiu na Inglaterra nos anos 2000é uma forma de olhar o mundo à nossa volta como sendo nosso e respeita-lo.Esse movimento invade no meio da noite os jardins e pracas publicas mau cuidadas criando e reformando os jardins , plantando arvoes, criando canteiros floridos e limpando a sujeira e os destrosos. Jardinagem Libertária tambem atua nos terrenos baldios da cidade, criando horta comunitaria para o bairro.
Nas últimas décadas temos assistido enquanto o mercado imobiliário transforma nossas cidades em puleiros claustrofóbicos de concreto.Enquanto indústrias poluem nossos rios e mares. Enquanto as árvores,parques, calçadas, praças e espaços de convivência comunitária emgeral são cobertos por asfalto para beneficiar o transito barulhentode máquinas particulares.Esse não é o mundo no qual nós queremos viver, e nós estamos aqui para dizer aos donos do poder e aos donos do dinheiro que o mundo não é deles.

20. Autogestão
Ė quando um organismo é administrado pelos seus participantes em regime de democracia direta. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os empregados participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa autogestionária. A autogestão não pode ser confundida com controle operário, que mantém a hierarquia e o controle externo do organismo (ou da fábrica) a algum organismo ou instância superior (como um partido político por exemplo). Os conceitos de autogestão costumam variar de acordo com a posição política ou social de determinado grupo. Hoje temos o exemplo da cooperativa de Madregon nos países Bascos, a fabrica de Zanon na Argentina, onde são cooperativas que funcionam dentro do sistema de autogestão.Autogoverno e Ongs.
A idéia de Autogoverno e ONGS começou a surgir no final doa anos setenta, principalmente nos países em processo de desprivatização do estado das responsabilidades sociais e econômicas ao atendimento básico as necessidades da população como saúde, educação, moradia, e trabalho. Essa realidade criou um vácuo social enorme, principalmente para as camadas mais pobre da população do outro lado criou um descrédito a sociedade e ao sistema democrático junto com seus representantes políticos. Esse Vácuo social levou em menos de uma década o surgimento de milhares de grupos e de organização particulares, que se organizaram e começaram assumir o papel da sociedade criando um autogoverno, criando estrutura de assistêncialista. Apesar da grande contribuição das ONGs no mundo inteiro, ela não consegue dar resposta a todas as necessidades da população. As ONGs, são uma expressão clara da crise do sistema social atual, onde elas mesmo não conseguindo dar resposta para a grande demanda de necessitados, mesmo assim elas são hoje uma estrutura políticas alternativas ao estado e as burocracias estatais.

21. Eco Vilas - Comunidades Ecológicas
Eco vilas são modelos de comunidades Ecológicas auto-sustentáveis, autônomas e independentes, onde nestas pequenas comunidades reúnem uma prática de mudanças de hábitos e comportamentos, procuram estilo de vida menos consumista, mais saudável visando a proteção do meio ambiente e a utilização racional dos recursos naturais, atuam em muitas vezes também no campo de ação social e politico, porem a maioria das eco vilas estão caracterizadas por princípios ecológicos.
Rober Gilman definiu essa estrutura de comunidades em seu livro "O que é uma Eco-Vila?" (1991) "Uma Eco-Vila é um assentamento de escala humana completamente caracterizado onde as atividades humanas estão integradas ao mundo natural de maneira não danosa e de tal forma que dêem apoio ao desenvolvimento humano saudável e que se possa continuar indefinidamente ao futuro".As Comunidades das eco vilas se vêem como um modelo de alternativa à globalização, espera-se que as eco vilas possam unir numa grande rede outras ONGs criando um novo conceito comum de desenvolvimento planetário.
Existe hoje 15 mil vilas ecológicas organizadas no planeta, porem em 1995 na conferência "Eco vilas e Comunidades Sustentáveis para o século 21", se tentou ter uma definição bem clara dessas estruturas comunitárias, define May East brasileira que mora a oito anos na aldeia ecológica da Fundação Findhorn, na Escócia, "Eco vila não é um monte de gente morando junto isso não faz uma ecovila, não é um condomínio onde se planta o que se come. As pessoas da Eco vila devem desenvolver um vínculo ambiental, social ou espiritual".
May mora com o marido e as duas filhas num big barril de whisky reciclado. Mas o prazer de viver nessas habitações não provém só da estética. "Me sinto feliz em ter escolhido a simplicidade voluntária, de cultivar minha própria comida e mostrar que não vivo numa utopia. Não sou hippie. Nascemos como um laboratório e nos tornamos modelo de inspiração", diz ela.
Para bater a idealização de quem pensa que numa eco vila tudo se processa na base da "paz e amor", uma lembrança: May diz que o maior desafio na formação dessa comunidade não é o domínio de uma nova técnica ecológica, mas sim a administração das diferenças entre seus moradores.
As Eco vilas são consideradas modelos de comunidades intencionais ou comunidades sustentáveis. A idéia de Eco vilas foi incorporada pelas Nações Unidas no Programa de Desenvolvimento de Comunidades Sustentáveis (SCDP).

22. Grupo de auto-ajuda (ajuda-mutua)
Grupo de Auto Ajuda e um termo que descreve a cooperação reciproca e o trabalho de equipe no plano social, politico e econômico, e sobretudo um intercambio reciproco e voluntário de troca e doação de recursos principalmente ligado as habilidades profissionais e de serviço que pode beneficiar ambas partes.
Os grupos de auto-ajuda tem se multiplicado enormemente nos últimos anos também são chamado de "movimento de valorização da pessoa", eles estão geralmente organizados pelos próprios indivíduos, são grupos independentes das estrutura do estado, eles procuram com a força do grupo solucionar problemas e assumindo responsabilidades comum. As pessoas compartilham os seus problemas, um ao outro, onde os relacionamentos e interações entre as pessoas do grupo se dão em sentido horizontal., sempre nos grupos de Auto Ajuda existe expectativa de quem recebe ajuda devera retribuir com ajuda aos próprios membros. Existe estruturas de Auto Ajuda, onde profissionais atuam como orientadores, delegando gradativamente essa orientação aos participantes do grupo e atuando finalmente como consultores quando solicitados.

23. O centro social
Essa e uma instituição Social, que tem como base prestar serviços sociais, educacionais e culturais a toda comunidade, geralmente o centro social, funciona nas periferias urbanas e atende geralmente as camadas mais pobres da cidade. Em Israel existe o MATNASIM , são centros sociais, e esportivo com uma diversidade ampla para todas as idades, serve de espaço de referência ao cidadão para as suas necessidades sociais, culturais e educacionais, recebem muitos dos serviços de graça ou compram esses serviços com o mínimo de custo.
Geralmente oa Centros Sociais, oferecem serviços como: movimentos juvenis, grupos desportivos, centro de estudos, centros culturais, biblioteca, cursos de teatro, dança, arte, atividade para terceira idade, passeios, excursões etc., muitos dos trabalhos são realizados por voluntários, mais tem uma estrutura burocrática rígida administrada por profissionais.
Muitas vezes os Centros sociais estão ligado a municipalidade oficial, dependendo de verbas do estado ou de filantropia, poucos Centros Sociais consegue se manter autônomo e independente, muitos desses Centros Sociais, apesar de prestar um importante serviço ao publico carente, ele esta muitas vezes ameaçado de continuidade de funcionamento devido a dependência das inquietudes politicas das verbas das instituições governamentais, e uma tendência de desprivatização. Hoje existe uma nova tendência de grupos e ONGs de criar Centros Sociais independente organizado e administrado pela ONG ou mesmo a população do Bairro, de forma de sobreviver das ameaças de cortes e fechamento.
Centros Sociais também podem ter uma característica menor com serviços fixos de assistência social ou cultural como: abrigo para crianças de rua, Bar popular, Comedor publica, um pequeno ginásio esportivo, salão de dança, galeria de arte, teatro popular. Existe também centros sociais de capacitação profissional, onde fora o ensino profissional serve uma merenda diária durante o curso, incluindo pequenas atividades sociais ao grupo.
O Ideal de um centro Social e não ter uma filiação religiosa, ou política, ele não descrimina ele inclui, sua atividade tem como objetivo atingir as necessidades básica quem a necessita.

24. Consumo responsável
Significa uma ação antes de mais nada individual e consciente de consumir algo que seja feito de forma ética. Geralmente, sem agredir ou explorar seres humanos, animais ou ao meio ambiente. Consumo responsável consciente tem como proposta de ação também em realizar boicotes morais as firmas e empresas que não estão enquadradas num comportamento ética social e ecológica, isso quer dizer não compras e negociar com firmas e produtos impróprios ao bem-estar dos seres humanos. Importante neste conceito de Consumo responsável, e que o consumidor saia da apatia, compreendendo o efeito de sua compra, de seu consumo isto é, que cada consumo e a cada compra de produtos tem efeitos imediatos aos seres vivos e o meio ambiente, onde o consumidor devera ter claro a procedência de seu produto desta extração até seu eventual ponto de distribuição. Existe varias OGSs que criaram critérios de consumo e de compra de produtos, definido a uma combinação de padrões fixos, e informações específicas dos produtos e serviços, tornando fácil a cooperação entre compradores e vendedores para uma escolha ética. Isto é, algo como um comércio justo, que pode atualmente ter um objetivo significativo ao menos se pessoas e suas instituições tem definido metas integras em sua área de atuação. Esse conceito de Consumo responsável não e somente um ato de consumir ajustando as satisfações de nossas necessidades e um ato político, uma manifestação individual que pode se tornar um grande movimento de pressão para conservar o meio ambiente e os direitos sociais dos trabalhadores e das crianças. Muitas ONGs que atuam neste setor de Consumo responsável, acreditam que somente com uma consciência individual e coletiva de mudança de hábito de consumo, poderá trazer pressões econômicas diretamente no bolso das empresas e produtores, pressionando-as a mudar de comportamento adequando os seus produtos as regras sociais e do meio ambiente.

25. As Comunas Urbanas
São pequenas comunidades organizadas por um pequeno grupo de pessoas, onde toda as suas atividades, se estruturam de forma voluntária, autônoma e independente, criando relações sociais e econômicas igualitárias entre seus membros, não existindo a propriedade privada, a propriedade pertence a comunidade, cada um produz em função de suas capacidades, e recebem em função de suas necessidades, Cada pessoa trabalha em setores diferente , seu salário e entregue na maioria das vezes de forma total para a economia da comuna existe tipos de comunas que as entradas e receitas do trabalho de seus membro são parciais e não total , as relações e as disputas sobre as decisões do dia a dia da comuna sempre se passa por longas assembléias e reuniões interna, sua estrutura e uma democracia bastante participativa , onde todos tem o direito de opinar e votar por qualquer tipo de assunto.
Hoje existe hoje milhares de pessoas que vivem em estruturas de comuna urbana no mundo, principalmente jovens. As atuais comunas são muito diversificadas não exatamente por suas estruturas sociais internas, mais pelo tipo de responsabilidades sociais ou ecológico que atuam no bairro ou na sociedade. As Comunas não tem hoje somente o caráter da vida comunal como foi no passado , somente o viver de forma cooperativista se tornou insuficiente dentro da realidade atual para essa nova geração de comunarios , As Comunas Urbanas de hoje tende a ser criadas dentro dos bairros pobres, onde os comunarios se tornam parte integrante dessa comunidade, participando de forma ativa das lutas e reivindicações dos moradores e cidadãos do bairro, geralmente esses comunarios atuam em projetos de ação social no bairro, e na periferia sob temas de educação, saúde, ecologia, moradia e bem-estar social, Comunas podem também ter caráter religioso ou espiritual, ou ate mesmo grupos de estudos. O tema de comuna vem se tornando um grande fenômeno desses últimos 10 anos, somente em israel vivem hoje 3500 jovens dentro desse sistema de vida a maioria desses jovens tem entre 18 a 30 anos.

26. As Cooperativas
È um sistema econômico que faz das cooperativas a base de todas as atividades de produção e distribuição de riquezas, tendo como objetivo difundir os ideais em que se baseia, no intuito de atingir o pleno seu desenvolvimento econômico e social. O cooperativismo, como o próprio nome indica, tem como sua finalidade, libertar o homem do individualismo através da cooperação, satisfazendo assim as necessidades propostas. Defende a reforma pacífica e gradual da coletividade e a solução dos problemas comuns através da união, auxílio mútuo e integração pessoal. Busca a correção de desníveis e injustiças sociais com a repartição harmoniosa de bens e valores. Ajuda mutua: é o accionar de um grupo para a solução de problemas comuns. Esforço próprio: é a motivação, a força de vontade dos membros com o fim de alcançar as metas previstas. Responsabilidade: Nível de desempenho no cumprimento das atividades para alcançar as metas, com um compromisso moral com os associados. cooperativismo representa a união entre pessoas voltadas para uma mesmo objetivo. Através da cooperação, busca-se satisfazer as necessidades humanas e resolver os problemas comuns. O fim maior é o homem, não o lucro.

27. Os Kibutzim
kibutz ("reunião" ou "juntos") é uma forma de comunidade comunitária em Israel. Apesar de existirem em outros países empresas comunais (ou cooperativas), em nenhum outro país as comunidades coletivas voluntárias desempenharam um papel tão importante como o papel dos kibutzim em Israel; os kibutzim tiveram um papel essencial na criação de Israel.
Combinando o socialismo e o sionismo no sionismo trabalhista,operario os kibutzim são uma experiência única no mundo, e parte de um um dos maiores movimentos comunais seculares na história. Os kibutzim foram fundados numa altura em que a lavoura individual não era prática. Forçados pela necessidade de uma vida comunal e inspirados pela sua ideologia socialista, os membros do kibutz desenvolveram um modo de vida comunal que atraiu interesse de todo o mundo.

28. Kibutz Urbano
Nos anos noventa, alguns jovens, em sua maioria originários de kibutzim tradicionais, procuram realizar um novo desafio, criar dentro dos centros urbanosnovos kibutzim. Esses jovens vinha de uma critica que o tradicional kibutz , estava fora da realidade do contexto da sociedade global e perdeu o seu maior sentido de realizar mudancas socio- economicas em Israel .
O Kibutz Urbano e uma experiência comunitária, que tem como objetivo principal contribuir de forma direta para o bem-estardo bairro, buscando integrar os membros do kibutz com os demais habitantesdo bairro e da cidade. Os jovens que vivem nos kibutz urbanos, acreditam que a luta por uma plataforma de trasformar Israel num estado de justiça social , e em suas atividade procuram soluções para os problemas dos bairro, organizando seus cidadões para reevindir seus direitos e melhorar a qualidade de vida , esses kibutzim Urbano se tornou o grande desafio da sociedade israelense.
Em 1995, A Organização do movimento Kibutziano em 1995 reconheceu a legitimidade desses kibutzim , sendo eles hoje parte integrante do movimento kibutziano com direito legal, a recursos financeiros do Movimento. Suas estruturas sãigualitarias os membros trabalham, e depositam o seu dinheiro na caixa unica que garante a todos educação, moradia, saude e benm estar social. As decisões sãdecididas nas assembleias onde todos os membros votam por todos os assuntos ligados a vida do kibutz.Apesar da experiência do Kibutz Urbano ser recente essa estrutura vem sendo uma nova forma de sociedade alternativa em Israel , já foram implantados 4 kibutzim urbanos laicos e religiosos, em vários pontos de Israel, Migvan em Sderot, no; em Migdal Haemek, ao norte; em Beit Shemesh e O Kibutz Beit Israel em Jerusalém.

29. Comuna de Estudante
Paris, 10 de maio de 1968. No Quartier Latin (Bairro Latino), alguns milhares de estudantes iniciariam ao fim do dia uma marcha de protesto contra as prisões de vários colegas pertencentes ao grupo Enragés, da Universidade de Nanterre. Pelas ruas do bairro, o grafite“É proibido proibir – Lei de 10/05/1968” prenunciava umas das mais importantes sentenças da comuna estudantil que ali estava para nascer. Ao fim do dia mais de vinte mil estudantes põem-se em marcha pela Rua Gay Lussac para logo se defrontarem com a polícia (CRS Corpo Republicano de Segurança), estabelecendo-se naquela noite um dos confrontos violentos da história da república francesa. As barricadas erguidas com carros e o confronto generalizado dos estudantes com a polícia colocavam nas ruas de Paris o fantasma acontecimentos da Comuna de Paris (1871). Na “noite das barricadas” da comuna estudantil do Quartier Latin inaugurou-se aquela seria uma expressão emblemática dos grandes conflitos sociais do século XX.
No quadro histórico das lutas sociais anticapitalistas os acontecimentos do Maio de 1968 representaram efetivamente a generalização da grande recusa por parte dos estudantes e dos trabalhadores modelo social do capitalismo tecnocrático que o mundo via organizar-se na transição sociedade fordista ao modelo societário da acumulação flexível da sociedade (pós- fordista) toyotista centrada em práticas organizacionais crescentemente tecnocráticas. Das barricadas da comuna estudantil acendeu-se um estopim de protestos generalizados que levou em menos de três semanas a uma greve geral por todo o país o espantoso número de mais de dez milhões de trabalhadores paralisando praticamente todos os setores produtivos da sociedade. Nunca uma potência capitalista estivera sob ameaça tão grave de destruição de suas instituições políticas.

30. Ações de Não-violência

E uma prática de atuação que consiste usar métodos de pressão ideológica e politica sem usar a violência, usando métodos de protestos como resposta contra a violência. A não violência e um movimento ideológico que usa todo tipo de protestos e manifestações não violenta para alcançar objetivos sociais, políticos e ecológicos.

31. Métodos não violentos
Desobediência civil consiste por exemplo não pagar impostos ou cumprir qualquer lei que considere injusta, abusiva ou opressiva. a desobediência civil já existe desde os tempos bíblicos, Moisés na libertação do Povo judeu da escravidão no Egito, usou o método de desobediência pacífica. Na Historia moderna podemos sentir a desobediência civil no exemplo de Henry David Thoreau, inconformado radical de Massachusetts (EUA), que em 1885 se negou a a pagar impostos ao estado que apoiava escravidão humana, também a negação ao serviço militar na guerra de Vietnã, o movimento dos Oficiais em Israel contra o serviço no Líbano ou nos territórios ocupados, a negação fiscal na Espanha aos gastos a pesquisa cientifica com objetivos militares e outros. A Greve De Fome , Se baseia em negar ingerir alimentos ate que se cumpra as reivindicações, temos como exemplo a greve de fome realizado por Gandhi , que criou um grande problema ao poderoso império Britânico, tendo Gandhi com esse ato conseguido uma grande simpatia e apoio da comunidade mundial para seus objetivos. O boicote de Produtos e Empresas Consiste em negar a comprar e consumir um produto ou usar um serviço, que coloque em risco a ecologia ou que a empresas ou o tipo de serviço não cumpri com os direitos sociais e econômicos dos trabalhadores e respeito os direitos das crianças como dos seres humanos. Martin Luther King, organizou um boicote contra empresas de ônibus em Alabama, abaixo do slogan "I am a Man" (eu sou um homem)

32. Manifestações Pacificas
Consiste em criar marchas pacíficas manifestando as reivindicações ao estado ou ao governo sobre um determinado tema, essas manifestações podem ser individuais, em pequenos ou grandes grupos.

33. O Bloqueio
Consiste criar um bloqueio com o próprio corpo tentando freia como protesto a realização de uma decisão governamental ou de empresas que podem prejudicar ao meio ambiente ou a população de forma geral exemplo o bloqueio realizado na Alemanha para freia os comboios de resíduos nucleares para serem depositado e armazenado no solo. O Movimento Não Violência, geralmente usado como sinônimo de pacifismo procura alancar seus objetivos em conjunto com princípios morais, éticos e sociais, em novembro de 1998 a assembléia geral das nações unidas declarou que no decênio de 2001 a 2010 será o decênio de promover a cultura da não-violência e paz em benefício a todas as crianças do mundo.
Vida Simples, simplicidade voluntária .Essa idéia se refere a uma forma de vida não agressiva no mas amplo sentido. A Simplicidade voluntária e um estilo de vida que a pessoa por várias razão, elas podem ser espirituais, saúde e ecológica. Podem ser também por razão de justiça social como forma de rechaçar o consumismo do capitalismo global. A simplicidade voluntária e uma prática anti consumista, atuam conscientemente para reduzir o consumo e produzir o que for possível, usam o meio da troca de excedente agrícolas e prestações de serviços. Se relacionam com a idéia de consumir, viver de forma simples e usar o tempo disponível para se dedicar aos amigos, as artes e atividades sociais.

34. A desobediência civil
Escrito do americano Henry David Thoreau (1862) após ter sido preso pelo Estado por não pagar seus impostos. Negou-se a pagá-los porque estes financiavam a guerra contra o México, que na época teve grande parte de seu território anexado pelos EUA. Ao contrário, porém, de alguns que mais tarde pretenderam praticar a desobediência civil, entendia que devia arcar com as conseqüências de seus atos e deixou-se prender. O próprio fato de ir para a cadeia, por suas convicções, teve papel importante, tanto do ponto de vista do uso de instrumentos pacíficos e não violentos contra a violência, quanto do ponto de vista da persuasão de pessoas que inicialmente discordariam de suas idéias. De caráter anarquista e libertário inspirou Gandhi, Leo Tolstoi, Martin Luther King Júnior e o movimento hippie e que tem tendências anarquistas. A mudança social e possível sem o uso da violência , consiste em derrubar as estruturas atuais que se baseiam em sua pratica a opressão social e econômica e violência . Para aqueles que crêem em uma sociedade alternativa, fundamentada nos pilares de solidariedade e justiça e querem combater a sociedade atual a forma mas eficaz para ser realizar mudanças sociais, políticas e econômicas e a construção de atos de desobediência civil de ação direta não violenta. Existe uma grande variedade e formas de criar um processo novo de mudança na sociedade, partindo para ampla consciência individual, que se transforme em atos coletivos organizados.

Conclusâo:
A Proposta de uma sociedade alternativa sempre esteve implicada em criar uma nova perspectiva de sociedade liberta; livre e autônoma do sistema vigente. Geralmente essas sociedades têm como característica uma forte consciência crítica ao modelo das estruturas do sistema capitalista, ou os regimes socialistas autoritários como na antiga União sovietica, na Atual China e Cuba , ou qualquer tipo de sociedades opressoras como as ditaduras militares nos anos 70 na america latina ou atualmente na maioria dos paises arabes e africanos.
Os Grupos que se definem como " Sociedade alternativa" se encontram num processo constante de procura de soluções prática para a humanização da sociedade, muitos desses grupos atuam dentro da própia sociedade com objetivo de transformá-la, outros grupos tende a procurar a criar sociedades paralelas com estilo de vida própia ao sistema vigente, neste trabalho tem como objetivo de apresentar uma grande quantidade de exemplos existente.
Atualmente com o processo da globalização entre suas inumeradas vantagens e pespectiva diversas na tecnologia, ciencia, comunicação , nos apresenta o dilema de como fazer dessa grande revolução que é a globalização num sistema que possa ajudar a socializar e a humanizar os individuos como uma visão humanista planetaria e desgovernarmos do processo que a globalização se torne cada vez mais num sistema de individualização, consumismo, lucros inresponsavel dos fundamentalistas do mercado nos levando a viver num ciclo de desumanização, ameaças atomicas , guerras civilizátorias e caos ecológico gerado pelo sistema do capitalismo globalizado, e em conseqüência vem como a fatal resposta de uma alternativa dos adeptos do fundamentalismo religioso apocalíptico.
Os grupos e organizações vinculado a sociedade alternativa se vê como uma nova e possível força de expressão social - ecológica, no planeta, uma necessidade vital de militância e alternativa para ser criado uma terceira via ao Capitalismo Global e ao fundamentalismo religioso e trazer a esperança real de uma Paz mundial e o bem-estar da humanidade.

Referençias Bibliograficas:
Internet:
http://www.lisergia.net/interferencias/purgantepublicitario/yippies...
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/EconomiaSolidaria/EconomiaS...
http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/
http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5661/trabalhos_2003-1/ecovilas/con...
http://www.artemagicka.com/artigos/thelema.htm
http://baixacultura.org/2011/02/07/anais-da-contracultura-1-os-prov...
http://www.forumseculo21.com.br/paginas/0240_sec_21_(pag.09).pdf
http://eccovilas.blogspot.com/
http://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada
Artigos:
Singer Paul Desenvolvimento capitalista e desenvolvimento solidário 2004
Windholz, Davi Manifesto do Grito Manso 2008
Roca Josep Rodriguez - Alonso Varea Jose Manuel (Coord.) Repensar la intervención social: los escenarios actuales y futuros - Col.legi Oficial de Psicòlegs de Catalunya Secció de Psicologia de la Intervenció Social – 2003
Huntingthon Samuel, O Choque das civilizações 1997
Gadotti, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo, Petropolis, 2001.
Bringe Breno l e Echart Muñoz Enara Dez anos de Seattle, o movimento antiglobalização e a ação coletiva transnacional
Livros:
Gene Sharp, The politics of nonviolent action (3 vols.). Porter Sargent, Boston, 1973.
Díaz-Plaja, Guillermo, Los paraísos perdidos : la actitud hippy en la historia Barcelona, España : Seix Barral 1970
Friedman Thomas, O Mundo é Plano—Uma História Breve do Século XXI, Editora Actual , 2005
Pescio, Juan José y Nagy Patricia "Hacia una cultura solidaria y no violenta", , 2010, Bs. As.
Bauman, Zygmunt. Globalização: as consequencias humanas

Nenhum comentário:

Postar um comentário